Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 31/10/2018
O surgimento da globalização e o advento das tecnologias da informação, no século XX, proporcionaram a rápida disseminação de notícias. No entanto, tal transformação favoreceu também a ascensão de um problema grave. A propagação de conteúdo falso na Internet – as “fake news” – representa um impasse urgente e cada vez mais frequente na atualidade. Tal questão exibe perigos a serem combatidos, relativos tanto à difamação de indivíduos e empresas, como à interferência no cenário político.
Nesse contexto, é indiscutível que um dos principais riscos da disseminação de inverdades relaciona-se à difamação de pessoas e empresas. Isso evidencia-se na medida em que, a fim de conseguirem “cliques” e ganho financeiro, certos sites criam, constantemente, conteúdos falsos e ofensivos acerca de pessoas físicas ou marcas. Tal cenário alarmante causa danos, muitas vezes, irreparáveis à reputação dessas entidades, as quais podem ser prejudicadas tanto financeira como psicologicamente. Exemplo disso foi quando, após o assassinato da vereadora Marielle Franco, diversas informações ofensivas e inverídicas a seu respeito foram espalhadas na web. Diante disso, fica claro que o frágil esclarecimento da população perpetua a questão, visto que muitos brasileiros, por acomodação ou falta de senso crítico, não buscam comprovar a veracidade do conteúdo acessado na mídia e, frequentemente, compartilham inverdades. Logo, o papel do Ministério da Educação faz-se indispensável.
Ademais, é notório que as “fake news” interferem no cenário político vigente. Isso confirma-se tendo em vista que a propagação de tais notícias irresponsáveis possui, assiduamente, papel influenciador em eleições. Prova disso foi a eleição do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a qual foi amplamente estimulada pelo compartilhamento de falácias acerca da ex-candidata Hillary Clinton. Esse cenário é alarmante, haja vista que a simples publicação de uma informação falsa pode afetar o destino de toda uma nação e, além disso, deturpar a democracia. Assim, visto que essa questão decorre da frágil detecção dos criadores de tais conteúdos, o Governo Federal deve agir.
Destarte, cabe ao MEC a introdução de aulas e debates nas escolas, ministrados por professores capacitados, que esclareçam os alunos a respeito da importância de verificar a veracidade das notícias, por meio da orientação de quais ações devem ser tomadas para tal fim, com o fito de evitar que propaguem inverdades. Ademais, o Governo Federal deve criar um órgão especializado no combate das “fake news”, o qual, contando com aparatos tecnológicos, detecte os criadores de tais conteúdos, para a posterior punição desses e para, assim, atenuar a produção de falácias na web.