Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 31/10/2018
O telefone sem fio, é uma típica brincadeira infantil onde, e uma pessoa fala uma palavra ou frase e tal sentença vai sendo repetida de ouvido a ouvido, chegando no ultimo participante, que a repete em voz alta, de forma deturpada provocando o riso. Porém, na sociedade, essa deturpação de notícias não provoca o riso, mas se tornou um fenômeno gerador de inúmeros prejuízos que afetam uma grande parte da população. Nesse sentido, faz-se preciso o debate sobre a circulação das tais fake news.
Em primeira análise, devemos apontar as redes sociais como principal veículo de circulação de notícias falsas. Tais redes, devido a sua grandiosidade, conseguem divulgar notícias em escala mundial com apenas um toque, e sabendo disso, empresas e pessoas usam e abusam de fake news para conseguirem maior alcance e relevância, não se preocupando com os malefícios causados. Um exemplo disso, foi a página do MBL - Movimento Brasil Livre, no Facebook, onde publicava e compartilhava mentiras de cunho político e ideológico, buscando gerar divisão política popular e espalhar desinformação, evidenciando assim os malefícios de tais reportagens.
Além das redes sociais, podemos relacionar o fenômeno das fake news a modernidade contemporânea. O sociologo Zygmunt Bauman, em seu livro “Modernidade Liquida”, fala do imediatismo da vida e das relações sociais, onde as quis ocorrem de forma cada vez mais rápida e superficial. Nesse contexto, podemos associar tal imediatismo com o compartilhamento de notícias falsas pela falta de tempo útil da população, essa que vive em uma rotina intensa, e devido ao pouco tempo livre, deixa de conferir a veracidade da informação e simplesmente a envia novamente para outros grupos, expandindo o prejuízo causado por tais fakes.
Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para coibir a proliferação de informações que não sejam verdadeiras e prejudiquem a população. O Governo Federal deve, juntamente com a Secretaria de Segurança, criar um canal de disque-denúncia, onde a própria população encaminha as inverdades para que o órgão as apure e caso verdade, procure punir os responsáveis. As escolas e ONGs devem se fazer presentes através de palestras no âmbito escolar e social, informando acerca dos riscos da proliferação de notícias falsas e propor a discussão sobre a busca de fontes confiáveis de informação, para que desse modo, a disseminação de fake news seja freada e a distorção da verdade seja algo presente apenas nas brincadeiras infantis, a fim de divertir a todos.