Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 01/11/2018
O dito de Goebbels de que uma mentira dita mil vezes torna-se uma verdade se aplica bem à grande visibilidade de notícias falsas nas redes sociais, que acabam, depois de um certo tempo, sendo passadas adiante como fatos verdadeiros. A circulação dessas mentiras traz muito dano à vida de vários cidadãos; logo é importante que os internautas busquem e saibam reconhecer a veracidade do conteúdo que será repassado.
No ano de 2014, em Guarujá, São Paulo, Fabiane Maria foi espancada e morta, devido a uma publicação na internet que dizia mentiras acerca de sequestros e práticas de rituais de magia negra por uma mulher que teriam confundido com Fabiane. Casos como esse, em que as vidas de pessoas foram prejudicas ou até tiradas, se tornaram mais frequentes com o crescente acesso à internet e o uso das redes sociais como principal meio de comunicação, em que muitos usuários repassam as mensagens que recebem sem, ao menos, terem a certeza de que a informação que circula é verdadeira.
Um estudo realizado pela agência Advice Comunicação Corporativa indicou que 78% dos brasileiros se informam pelas redes sociais. Destes, 42% admitem já ter compartilhado notícias falsas e só 39% checam com frequência as notícias antes de difundi-las. Disfarçadas, com linguagem alarmante e sem apuração jornalística, as pós-verdades influenciam leitores que não conseguem distinguir verdades de boatos e pensam estar fazendo bem ao repassar esses conteúdos, que são em geral avisos e denúncias.
É necessário, portanto, a atuação da Polícia Civil nas redes por meio de uma página própria que fiscalize e confirme as notícias compartilhadas na cidade e região de atuação de cada grupo policial, a fim de evitar a propagação de acontecimentos falsos. Além disso, a mídia como elemento persuasivo, e a escola, como um lugar de grande alcance público, podem divulgar materiais que orientem a identificação das “fake news”, pois não existe fórmula, mas algumas características ajudam a reconhecê-las.