Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 01/11/2018

O perigo dos Pinóquios atuais

‘‘Pinóquio’’ é considerado o símbolo da mentira já que, ao falar uma falácia, o seu nariz cresce. A disseminação de inverdades, tais como as contadas pelo personagem infantil, hoje são compreendidas como ‘‘fake news’’ e representam uma ameça. O problema, no entanto, não é recente e ocorreu, por exemplo, no Governo de Vargas, com a divulgação do Plano Cohen. A falta de uma consciência popular e a ausência de criticidade frente ao noticiário ajudam a impulsionar essa objeção.

O consumo rápido de informações acentua as fake news. Tal fato pode ser visto como fruto de uma sociedade que sofre cada vez mais com a ‘‘McDonalização’’ - termo usado por Ritzer. As pessoas buscam fontes mais práticas e aceleradas para obterem atualizações, como o Facebook e Twitter, por exemplo. Por conseguinte, recebem informações superficiais e, infelizmente, nem sempre de fontes seguras. Logo, entende-se que essa realidade é análoga ao que ocorre nos restaurantes fast food, como Ritzer chama atenção. É buscada uma rapidez que nem sempre é benéfica.

Outrossim, em conjunto com a McDonalização, a falta de crítica frente às informações agrava o problema. Em tempos de liquidez (termo usado por Bauman) as pessoas estão cada vez menos dispostas a refletir sobre aquilo que lhes é apresentado. Como consequência, torna-se mais fácil, com essas mentiras, manipular e influenciar a sociedade. As fake news representam, assim, um perigo político-social, como podê ser observado em 2018, durante o período eleitoral.

Portanto, fica evidente a necessidade de combater essa era de inverdades. A fim de atenuar o problema, as escolas, que são importantes agentes de mudança, com o apoio do Ministério da Edução, deveriam incluir na grade curricular aulas semanais de atualidades, além de distribuir cartilhas que instruam as pessoas sobre como identificar a veracidade de uma notícia. Desse modo, tornar-se-á possível minimizar as fake news, levar senso crítico aos jovens e gerar menos ‘‘Pinóquios’’ contemporâneos.