Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 01/11/2018
Desde a invenção da imprensa, por volta do século XV, com a democratização do acesso à informação, houve a possibilidade de uma ligeira disseminação de notícias. Isso deu espaço também para a criação de boatos e mentiras, o que chamamos atualmente de “Fake News”. Não obstante, o acesso à internet, no presente século, contribui para a propagação desses falsos informes, surtindo efeitos negativos no Brasil, pois, além de sujar a imagem de uma pessoa são capazes de influenciar negativamente os indivíduos.
Em primeira análise, a adesão das pessoas às mídias digitais, principalmente às redes sociais, permite que um grande número de visualizações sejam atraídos, quando notícias são divulgadas, mesmo que, muitas vezes, sejam falsas e distorcidas. Esse fato se dá por interesses político-econômicos de uma sociedade capitalista, que está por trás da disseminação de fake news, uma vez que, segundo Michel Foucault, todo discurso é político, isto é, parcial. Por isso são criadas as melhores histórias, espalhando-se calúnias e denegrindo a imaginem do indivíduo.
Ademais, a própria sociedade contribui para a manutenção do problema, pois não se preocupa com a veracidade das informações, antes de repassá-la. Desse modo, à medida que as mídias abrem espaço para o exercício da liberdade de expressão, tornam-se ferramentas para a difusão de discursos de ódio, principalmente contra figuras públicas. Isso pode ser facilmente observado em campanhas eleitorais, por meio de fatos manipulados e irreais, o que afetam os envolvidos, ao se espalhar com velocidade. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts, inclusive, após estudos feitos por cientistas, afirmou que as fake news se espalham 70% mais rápido que notícias verdadeiras.
Portanto, diante dos fatos supracitados, é imprescindível que o Poder Executivo, por meio do Ministério da Educação, promova campanhas nas mídias digitais e palestras nas escolas, indicando como conferir notícias e fontes e alertando sobre os efeitos negativos da disseminação das fake news. Faz-se necessário também que o Poder Legislativo, através do Ministério Público, crie mecanismos de fiscalização, como agências de verificação e portais de denúncias, além de leis específicas que punam os infratores. Só assim a era pós-verdade será desconstruída na sociedade e os cidadãos se sentirão seguros para confiar nas informações e compartilhá-las.