Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 02/11/2018
O advento da Revolução Técnico-Científica inaugurou o século XX como a Era da Informação, principalmente, por ter ampliado os meio de comunicação - sobretudo com a internet. Nesse sentido, a ferramenta citada retirou da mídia o monopólio de disseminar conteúdo, mas, por consequência, facilitou a prática de propagar mentiras. Dado o contexto, o fenômeno das Fake News é perigoso, vista a influência das notícias sobre os indivíduos, e não deve ser negligenciado pelos responsáveis.
É indubitável o histórico papel das informações disseminadas em massa na formação das convicções dos cidadãos. Para ilustrar, em regimes totalitário - como o de Hitler na Alemanha e a Ditadura Militar brasileira - a censura da mídia cívil e a predominância de conteúdos que defendem a ideologia do governo são práticas comuns, vista a sua capacidade de alienar o povo. De forma análoga, indivíduos mal intencionados podem financiar a propagação de Fake News, para manipular a população de acordo com seus objetivos próprios. Isso posto, o aspecto recente das inovações conquistadas pela Revolução Técnico-Científica, aliado a inexistência de uma cultura de educação digital, contribui para a eficácia das notícias falsas.
Diante do elencado, a conivência da sociedade e do Estado com o imbróglio impulsiona a sua continuidade. Com esse pensamento, a manutenção da credibilidade da mídia e das instituições democráticas é prejudicada pelo fato de não serem cultivados hábitos simples, que auxiliam a averiguar a veracidade das informações recebias, por parte dos cidadãos. Assim, é axiomática a necessidade de ações congruentes à máxima de Sir Arthur Lewis, economista britânico: “A educação nunca foi uma despesa, sempre foi um investimento com retorno garantido”. Desse modo, o fortalecimento da cognição dos indivíduos sobre o assunto e seus perigos, a partir de ações didáticas, garante benefícios para toda a população, visto que estará mais protegida contra a alienação causada pelas Fake News.
Em conclusão, os perigos das Fake News na Era da Informação não devem ser ignorados pelos agentes responsáveis, já que as notícias possuem ampla influência sobre os indivíduos. Portando, o Governo Federal deve, por intermédio de parcerias com a mídia e com ONGs, lançar uma campanha de abrangência nacional sobre como identificar e evitar Fake News, por meio de informes exibidos na televisão e palestras ministradas por professores voluntários de ONGs em associações de moradores, a fim de evitar que os cidadãos sejam alienados por notícias falsas, a saber: a ação deve ser realizada de forma didática, com exemplos práticos e instruções detalhadas, no intuito de garantir o aprendizado.