Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/11/2018

Sob perspectiva filosófica de Confúcio, não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros. Com isso, esse pensamento permite refletir, hodiernamente, sobre como os perigos das “Fake News” representam um obstáculo a ser enfrentado de forma mais ordenada no Brasil. Neste sentido, convém analisar os principais desafios do impasse na era da informação.

Em primeira análise, evidencia-se a falta de senso crítico como impulsionador do problema. Sob esse viés, muitos cidadãos compartilham informações falsas, por razões como apurações incompletas e segundas intenções, que colaboram com conflitos e mensagens de ódio na internet. Neste contexto, o filósofo Aristóteles já afirmava: “o menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança”. Tal máxima, comprova que atos caluniosos são, em geral, consequências perigosas de uma formação moral deturpada em um círculo social heterogêneo.

Igualmente, é incontestável que os aspectos governamentais estejam entre as causas da problemática. De acordo com o artigo três da Constituição Federal, explana o dever estatal de construir uma sociedade livre, justa e solidária para garantir o desenvolvimento nacional. Todavia, segundo a Universidade de São Paulo, cerca de 12 milhões de brasileiros divulgam “Fake News”, e desse modo, a ação legal encontra-se distante da efetivação.

Portanto, medidas são fundamentais para combater as notícias enganosas no país. Assim, é necessário que o Governo Federal, aliado ao Ministério da Educação, financie projetos educacionais sobre ensino digital nas escolas, por meio de uma ampla divulgação midiática, que inclua programas televisivos e debates entre professores e alunos acerca dos perigos do compartilhamento com segundas intenções e apurações incompletas para contribuir, então, com uma sociedade mais fiel aos princípios da Carta Magna.