Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/11/2018

Na hodierna conjuntura brasileira, as notícias falsas configuram um grave problema social que assola o cotidiano pós-moderno. Embora se conheça mecanismos de inibição para a propagação destas, a violação da integridade social, por razões diacrônicas, acontece de modo velado e dissimulado. Nesse ínterim, analisa-se que a disseminação de informações inverídicas ou artificiais demandam preocupação constante, haja vista que são máculas inerentes ao Brasil oriundas de dois aspectos que designam relevantes: a falta de fiscalização e o egocentrismo de quem produz as notícias falsas. Diante disso, faz-se necessário ponderar os motivos dessa ultrajante situação que vigora no país.

A princípio, percebe-se que a propagação de notícias falsas deve-se a questões antiéticas, ou seja, intencionais e maldosas. Sob a perspectiva do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, as atuais relações sociais foram intensamente menosprezadas, posto que os indivíduos apresentam características extremamente individualistas. Desse modo, observa-se a ratificação desse postulado por meio de significativas manifestações de indiferença e falta de altruísmo, que contribuem para a disseminação de informações não comprovadas, principalmente nas redes sociais. Nesse âmbito, conclui-se que um dos fatores que favorecem a perpetuação da problemática provém de atitudes inconsequentes, com interesses ideológicos.

Outrossim, é importante salientar que a falta de fiscalização de notícias potencializa o impasse. Logo, a ausência de validações possibilita que usuários tenham acesso a qualquer tipo de informação. Por esta razão, nota-se que a população não contesta as notícias provindas de fontes inconfiáveis e, consequentemente, realizam o compartilhamento das chamadas “fake news” – falsas informações –, visto que segundo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, a difusão de fake news acontece 6 vezes mais rápido que as notícias verdadeiras. Nesse contexto, verifica-se a necessidade do cuidado na busca de informações de origem segura.

Infere-se, portanto, que notícias inverídicas devem ser evitadas. Sendo assim, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia implantar instituições de vigilância de dados, com o intuito de interceptar notícias falsas, classificando os conteúdos pelo grau de veracidade, para que se possa promover a segurança das informações. Ademais, provém a população adotar uma postura crítica em relação as informações que tem acesso, por meio de uma rigorosa análise sobre a autenticidade das notícias, realizando a investigação da fonte das informações e compartilhando apenas as notícias com procedência segura, a fim de defender a ordem jurídica e o regime democrático diante de inconsistências de expressão.