Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/11/2018

A tecnologia move o mundo. A afirmativa feita por Steve Jobs, cofundador da Apple faz-se cada vez mais coesa. A tecnologia movo e,  junto a ela, somos movidos por informação. Desse modo, a união das duas é o que caracteriza a era da informação - que vivenciamos atualmente. Entretanto, da mesma forma que essa relação pode ser benéfica, pode ser maléfica, como as “Fake News” que trazem, pelo menos, duas consequências negativas: espalhar informação falsa e com a intenção de prejudicar alguém.

O termo “Fake News” pode ser traduzido como “notícias falsas”, dessa forma, é possível afirmar que esse termo está presente em nossas vidas há muito tempo, pois,  não é de hoje que somos “bombardeados” por dados incoerentes. No entanto, a era da informação tem intensificado a ocorrência desses eventos. Nunca foi tão fácil obter informações como é hoje, os jornais de papel tiveram que ceder lugares aos “clicks”, ficando em desuso pela maior facilidade do jornal online, basta abrir uma rede social que teremos acesso às inúmeras notícias que, verídica ou não, podemos compartilhar. Nesse contexto, as não verídicas e, portanto, Fake News tem sido  preferidas em detrimento das verdadeiras por, em sua maioria, abordarem, de certo modo, aquilo que queremos ler.

Nesse prisma, ser leigo não confirma uma maior probabilidade de ser atraído por Fake News, pois figuras públicas fazem uso delas, como Donald Trump- presidente dos Estados Unidos- que , em um discurso, afirmou que o ex-presidente Barack Obama, seria fundador de um Estado Islâmico, o que é provado ser totalmente incoerente. Nesse sentido, essas falsas notícias são propagadas para viralizarem e , com isso, ganhar dinheiro, porém, o que não se percebe é que as pessoas são afetadas com isso, como Obama ou o Doutor Drauzio Varella, que teve notícias falsas compartilhadas sobre supostas afirmativas que, se não provadas como falácias poderiam danificar sua carreira. A fim de que essa problemática seja minimizada, agências publicitárias tem sido criadas por atuar como Fact cheking, traduzidas como “checagem de fatos”, é uma atividade oriunda do iluminismo, para verificar a veracidade de notícias, tais como a agência pública.

A observação crítica dos fatos sociais, portanto, reflete a urgência de medidas para atenuar as Fake news. Para isso, é essencial a ação do Estado, na figura do Comitê Gestor da Internet, em criar ferramentas jurídicas por meio de softwares, os quais localizem o código IP dos anônimos que divulgam notícias falsas, com o intuito de punir esses infratores com multas elevadas para diminuir a impunidade. Além disso, é fundamental que as mídias televisivas, em razão do seu grande potencial de alcance nacional, promovam novelas que discutam sobre os malefícios das fake news, tanto para quem lê, quanto para quem sofre a falsa notícia. Assim, essa problemática será minimizada.