Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/11/2018

Marionete Social

O aumento contínuo das Fake News na sociedade brasileira é evidente. Isso deve ser freado, pois, a Imprensa de Gutenberg foi criada para funcionar como mecanismo de difusão em massa de notícias e conhecimentos, que no Brasil contemporâneo é uma mazela exponencial ao regime democrático, com a propagação de informações inverídicas. Nesse sentido é necessário analisar a negligência governamental com relação a atuação da mídia e a sociedade como ferramenta social.

Em primeira instância, cabe salientar que a questão política informacional esteja entre os fatores atuantes no problema. Por conseguinte, é importante enfatizar que as informações infundadas funcionam como discurso de controle simbólico, que segundo Foucault, são capazes de impor verdades aos interlocutores. Dessa forma, a sobreposição dos interesses pessoais, principalmente nas redes sociais, acaba por gerar uma manipulação ideológica coletiva.

Outrossim, é fundamental destacar que as instituições de educação tradicionais não ensinam aos alunos os aportes negativos da cultura da desinformação, que implica o combate desse fator. Esse traço social, segundo Rubem Alves, é marcado pelo papel da Escola Gaiola como resistor, que delimita o fluxo de indivíduos questionadores de opiniões. Entretanto, à Escola Asa atuará como catalisador social: aumentará exponencialmente a velocidade da reação, no intuito de combater a propagação de Fake News.

Urge, portanto, que o Governo Federal e a mídia cooperem para mitigar a difusão de notícias falsas a fim de manter vivo o regime democrático. Cabe ao instituto educacional aprimorar as práticas pedagógicas socioemocionais por meio de aulas teatrais previstas na Base Nacional Comum Curricular que valorizem os conceitos de cidadania, empatia e democracia. Essa medida tem o intuito de estabelecer uma nova geração que não seja uma marionete social.