Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 03/11/2018

Karl Marx acertou ao afirmar que é preciso modificar o mundo. Um olhar em direção a realidade confirma que viver em sociedade significa estabelecer propósitos coletivos. Outrossim, são as redes de comunicação atuais, que requer  informação verídica para obter direito democrático à sociedade, entretanto é ameaçada por Fake News constantemente, contradizendo esse exposto. Sendo assim, as falsas notícias se tornam um problema de cunho social, merecendo um olhar crítico coletivo, a fim de minimizar esse empasse.

Sob essa conjuntura, alienados pelos valores líquidos da atualidade a população negligencia a importância do direito da sociedade a uma informação verdadeira. Nesse entrave, inclui-se como causa para a disseminação de Fake News a busca incessante por lucro empresarial no âmbito digital, tais como o aumento da visibilidade em redes sociais e o crescimento do capital para divulgações de produtos, além de ser favorável para campanhas políticas que disseminam mentiras em favor do apoio social. Sendo assim, os princípios Calvinistas são evidenciados, no qual o favorecimento do acúmulo de capital se sobrepõe a democracia informacional.

Pelo exposto, a exacerbada demanda de notícias falsas agride não só o cidadão receptor, mas também à mídia emissora. Essa problemática tem por conseguinte a diminuição da credibilidade midiática, que se torna um veículo de confiança incerta. Além disso, a população é alienada, principalmente os grupos fragilizados, como indivíduos analfabetos e com pouco acesso aos serviços digitais, população carente e leigos de informação. Em virtude disso, a teoria de Kurzweil, que descreve o crescimento exponencial da tecnologia, pode ser relacionada com o avanço das Fake News, que cresce de forma paralela com os avanços tecnológicos e midiáticos.

Em suma, a ferramenta para o sucesso humano é a educação, como defende Immanuel Kant, que estimulada corretamente traz benefícios também à veracidade das informações. Convém, portanto, ao Ministério da Educação, a criação de um programa nacional escolar que vise estimular a perspectiva dos alunos na educação básica para os perigos da disseminação de Fake News. Desse modo, esse programa deve ocorrer mediante o fornecimento de palestras e trabalhos culturais, que exploram a situação atual e os verdadeiros meios para identificação de notícias falsas, além da distribuição de cartilhas que mostram a importância da apuração das notícias recebidas, que pode ser feita através de pesquisas em sites governamentais e confiáveis. Dessa forma, com ações não individualistas e racionais, a ideia marxista de modificar o mundo será em parte realizada.