Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 06/11/2018
Durante a Revolução Técnico-Científica-Informacional, a tecnologia ganhou papel fundamental na sociedade, dando inicio a era da informação. Contudo, no mundo pós-moderno, quando se observa a utilização de dados pessoais para gerar informações direcionadas e o impacto que isso pode causar no corpo social brasileiro, percebe-se que a 3ª Revolução Industrial não trouxe apenas pontos positivos, mas também novas responsabilidades.
De acordo com o sociólogo alemão Dahrendorf, anomia é uma condição social em que as normas reguladoras perderam sua validade. Depreende-se, portanto, que a legislação brasileira acerca da internet se tornou um exemplo axiomático dessa anomia, uma vez que além de não garantir total privacidade do cidadão, permite que empresas utilizem esses dados para selecionar o que deve ou não ser exibido para cada pessoa. Assim, uma mudança nas leis sobre a utilização de informações dos usuários, é imprescindível para que o acesso dos internautas não seja afetado.
Outra questão relevante, nessa temática, é a quantidade de pessoas que utilizam, ou já utilizaram, internet no país. Segundado dados do IBGE, mais da metade dos brasileiros já acessou a internet e, por conseguinte, podem ter sido atingidos por informações/propagandas geradas através do controle de dados utilizados.
Nesse sentido, urge que o Poder Legislativo, por meio de deputados e senadores, elabore projetos de leis que coibam as empresas as empresas de utilizarem os dados privados dos usuários para direcionar conteúdos, a menos que o mesmo autorize. De resto, o próprio Senado, com suas redes sociais, pode difundir propagandas informacionais e educativas com o fito de que as pessoas reportem caso percebam que estão sendo expostas a conteúdos específicos. Dessa maneira, espera-se não só combater os malefícios da utilização invida de dados, como garantir o direito à liberdade de escolhas, previsto no artigo 5º da Constituição cidadã de 1988.