Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 03/01/2019
Uma das consequências da Guerra Fria, travada na segunda metade do século XX, foi o desenvolvimento de tecnologias da informação vitais para avanços tecnológicos como a internet. Hodiernamente, entretanto, no contexto brasileiro, essa importante invenção tem sido usada para propagar mentiras de forma instantânea, as chamadas notícias falsas ou “Fase News”. Dessa forma, isso precisa ser enfrentado, uma vez que pode prejudicar reputações e, até mesmo, a saúde da população.
Mormente, vale ressaltar que, como disse Aristóteles, a política deve ser usada de modo a garantir o bem-estar dos cidadãos. Essa reflexão revela a necessidade da atuação do Poder Público no combate a toda ação social que atente contra direitos individuais. Todavia, o crescente fenômeno da disseminação de notícias falsas evidencia que, lamentavelmente, o Estado não tem cumprido seu papel, haja vista que elas são usadas para prejudicar a reputação de diversos indivíduos, principalmente de políticos e artistas. Como exemplo, pode-se citar o caso da vereadora Marielle Franco que, mesmo após ser brutamente assassinada, no início de 2018, foi alvo de boatos mentirosos e difamatórios sobre a vida pessoal dela.
Ademais, é preciso lembrar que, de acordo com Sócrates, “os erros são consequência da ignorância humana”. De fato, quando se observa os prejuízos que as “Fake News” podem causar à saúde dos brasileiros, percebe-se a assertividade do pensamento do filósofo grego, pois informações mentirosas sobre possíveis efeitos nocivos de ações fundamentais para a saúde da população, como a vacinação e a doação de sangue, contribuem para que muitas pessoas deixem de participar dessas políticas públicas. Logo, educar o povo é fundamental para mitigar essa problemática
Torna-se evidente, portanto, a necessidade da tomada de medidas para a mudança dessa realidade. Desse modo, é mister que o Poder Executivo aumente a fiscalização na internet, mediante a contratação e treinamento de mais agentes públicos, com propósito de combater de forma efetiva as informações difamatórias na rede de computadores. Em consonância, a escola deve inserir a ética no uso da internet na grade curricular, por meio do engajamento pedagógico às disciplinas de Sociologia e Filosofia, a fim de educar a população sobre o tema e, consequentemente, diminuir a difusão das notícias falsas. Assim, o Brasil poderá caminhar em direção a uma sociedade mais humanizada, equilibrada e coesa.