Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 05/02/2019

Para o pensamento de Émile Durkheim, Sociólogo Francês, a sociedade é análoga a um “corpo biológico” constituído por órgãos que interagem entre si. Desse modo, para que organismo funcione de forma igualitária e coesa, é necessário que os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Contudo, no Brasil, isso não acontece, pois em pleno século XXI o país enfrenta obstáculos na era da informação, pelo compartilhamento de notícias falsas que prejudicam perfis sociais frente à democracia, levando à necessidade de caminhos que combatem tais de suas práticas. Nesse contexto, dois aspectos fazem-se relevantes: manipulação das massas e a impunidade.

É indubitável que a falta de transparência nas empresas sejam os principais fatores dessa inercial problemática. Um exemplo disso, é o Facebook, principal fonte de informações dos brasileiros, que provoca  uma agravante situação, haja vista à falta de fiscalização da rede social sobre as notícias publicadas e compartilhadas pelos usuários e a obstante localização dos pioneiros mediante a rapidez com as quais essas dispersam-se. Dessa maneira, forma-se uma sociedade alienada por restringir o seu campo informacional, tornando uma massa ainda mais manipulável e suscetível a promessas utópicas, como é o caso das propagandas que veiculam a perda de peso em poucos dias, ao causar danos à saúde do indivíduo.

Outrossim, ressalta-se a importância de destacar os impactos comportamentais das entraves morais e éticos. Consoante o Sociólogo Alemão Dahrendorf no livro “A lei e a ordem” , A anomia é uma condição social que as normas reguladoras do comportamento das pessoas  perderam sua validade. Diante dessa perspectiva, percebe-se uma raiz perversa do problema, associada ao mundo capitalista, desvia as prioridades das pessoas para o lucro, como os sites que ganham maior valor com a divulgação de notícias falsas, sendo sustentadas pela impunidade. Consequentemente, alguns casos cessam em tragédias, como violência e até morte.

As Fake News, portanto, representam um impasse no meio social brasileiro. Para tanto, o Ministério da Justiça deve vigorar melhor a lei, por meio da implantação de multas ou até mesmo prisão, dependendo da gravidade do caso, tanto para as empresas, quanto para os internautas que cometerem esse crime. Além disso, as ONG’s, aliadas à mídia, devem criar uma cartilha para conscientizar a população sobre como acessar com segurança na internet, que se chamaria, por exemplo, " Como identificar notícias falsas" . Nela, os navegantes seriam guiados a olhar a fonte, as datas e todas as informações importantes da matéria, a fim de comprovar sua veracidade. Ação iniciada no presente momento, é capaz de mudar o futuro de toda sociedade brasileira.