Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 13/02/2019

Para que fosse eleito chanceler do III Reich, Hitler fez uso dos meios de comunicação da época (rádio e jornais) para propagar inverdades e os ideais nazistas, com o objetivo de conquistar apoio popular e ter poder. O fato conduz à reflexão, na atualidade, acerca das fake news e seus perigos, que vão desde a esfera social, até o indivíduo e a formação de seu senso crítico.

As notícias falsas podem ser disseminadas com a intenção de ganhar dinheiro, através de visualizações ou cliques, como também podem ser instrumento de propagação de ideais e pensamentos, com o objetivo de causar injúria a qualquer indivíduo. Nesse âmbito, tem-se o exemplo do sarampo, doença que, desde 2016, de acordo com a OMS, era uma doença erradicada no Brasil. E, Entretanto, em 2018, por veiculação de informações falsas sobre os malefícios da vacina, casos novos foram registrados no país.

Analisando o conceito de pós verdade, é possível entender como esse fenômeno tende a diminuir o senso crítico do indivíduo, pois o termo, eleito palavra do ano em 2016 pela Cambridge, significa “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. Uma vez que as notícias falsas filtram informações que ficam armazenadas em sites, e as usam para propagar uma notícia de acordo com o perfil do usuário, ele acredita naquilo que lê, sem verificar a fonte ou questionar-se sobre a veracidade do texto. Fato que torna-se real, pois de acordo com estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, uma notícia falsa possui 70% a mais de chance de ser veiculada do que uma verdadeira.

Logo, as fake news representam um perigo à saúde pública e a capacidade do indivíduo de desenvolver seu senso crítico. Como forma de erradicá-las, o Estado deve investir em um departamento especializado, que investigue e tire do ar informações enganosas, além de punir os criadores dos conteúdos, conforme os artigos 138 e 139 do Código Penal. Ademais, os cidadãos, ao lerem um texto de cunho duvidoso, devem questionar-se sobre seu conteúdo, pesquisar as fontes e certificar-se da veracidade do mesmo, como forma de adquirir um senso crítico e evitar a propagação de inúmeras inverdades.