Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 13/02/2019

Para que fosse eleito chanceler do III Reich, Hitler fez uso dos meios de comunicação da época (rádio e jornais) para propagar inverdades e os ideais nazistas, com o objetivo de conquistar apoio popular e ter poder. O fato conduz à reflexão, na atualidade, acerca das fake news e as suas consequências, principalmente na era da informação, com os meios de comunicação online. Dessa forma, é necessário que se debata sobre seus perigos para a sociedade e o indivíduo.

As notícias falsas podem ser disseminadas com a intenção de ganhar dinheiro, através de visualizações ou cliques, como também podem ser instrumento de propagação de ideais e pensamentos, com o objetivo de causar injúria a qualquer pessoa. Nesse âmbito, tem-se o caso da vereadora Marielle Franco. Um dia após a sua morte, não só inúmeros internautas, como também sites e políticos opostos ao seu partido, criaram e espalharam boatos sobre a sua vida, com o objetivo de manipular a população e prejudicar as investigações.

Analisando o conceito de pós-verdade, é possível entender como esse fenômeno tende a diminuir o senso crítico do cidadão, pois o termo, eleito palavra do ano em 2016 pela Cambridge, significa “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. Uma vez que esses conteúdos enganosos filtram informações, que ficam armazenadas em sites, e as usam para propagar uma notícia de acordo com o perfil do usuário, ele acredita naquilo que lê, sem verificar a fonte ou questionar-se sobre a veracidade do texto. Circunstância que se torna real, porque de acordo com estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, uma notícia falsa possui 70% a mais de chance de ser veiculada do que uma verdadeira.

Logo, as fakes news representam uma ameça à construção da opinião popular e a capacidade do ser de desenvolver seu senso crítico. Como forma de erradicá-las, o Estado deve investir em um departamento especializado, que, com auxílio de algoritmos, investigue e tire do ar informações enganosas, além de punir os criadores dos conteúdos, conforme os artigos 138 e 139 do Código Penal. Ademais, os cidadãos, ao lerem um texto de cunho duvidoso, devem questionar-se sobre seu conteúdo, pesquisar as fontes e certificar-se da veracidade do mesmo, como forma de adquirir um senso crítico e evitar a propagação de inúmeras inverdades.