Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 16/02/2019
Os sofistas, mestres em oratória e retórica da antiguidade, ensinavam seus alunos a convencer seus adversários por meio de falácias, argumentos que parecem verídicos mas não são. Essas falácias podem ser observadas ainda na atualidade, no entanto ao invés de argumentos elas são expressas em notícias e por meios digitais, as famosas Fake News do português notícias falsas. Os perigos das Fake News na era da informação persistem intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela falta de educação digital, seja por serem movidas muitas vezes pelos interesses pessoais se afastando dos interesses coletivos, algo bastante visto na política. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
As falácias podem ser expressas de duas maneira, as falácias cometidas com intenção, que são chamadas de sofisma e as falácias cometidas sem intenção, que levam o nome de paralogismo. Da mesma forma são as Fake News, onde pessoas criam essa notícias inverídicas de forma que sejam compartilhadas por pessoas que não procuram saber sobre sua veracidade. Dentro deste contexto é constatado a importância da educação digital para que a sociedade entenda a relevância de analisar e aprendam como verificar a fidedignidade sobre essas divulgações e também para instruir-se da maneira correta do uso dos meios digitais de forma ética, haja vista que uma quantidade imensurável de pessoas podem ser atingidas de forma negativa por via de Fake News.
Na segunda guerra mundial Adolf Hitler usou notícias falsas por meio de propagandas para convencer a população e assim tomar posse do governo, seu ministro de propaganda Joseph Goebbels em uma de suas falas afirma que “uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade”. Este fato retoma a afirmação de que notícias inverídicas são movidas por interesses pessoais, onde o único meio achado para convencer e manipular alguém de algo é empregando mentiras, desfavorecendo o sujeito manipulado e favorecendo o manipulador, ou seja, os interesses pessoais se sobrepõem ao da coletividade.
A constituição de 1988 da direito aos cidadãos ao acesso à informação, em consequência as Fake News anulam esse direito constitucional por ferir o mesmo. Para a resolução desta problemática o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate às Fake News ensinando a como identifica-las e de que forma elas podem repercutir de forma negativa em toda uma esfera social, política e até mesmo econômica, para que haja uma conscientização maior sobre seus riscos e no futuro a sociedade possa utilizar de todas as ferramentas digitais de forma consciente, segura e principalmente de forma ética.