Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 23/02/2019

Assim como na metáfora Alegoria da Caverna, escrita por Platão em seu livro A República, os internautas estão se acostumando com o que lhes é mostrado, por isso não buscam as fontes e acabam compartilhando as notícias falsas, também conhecidas como “fake news”. As redes sociais são as principais as plataformas usadas para divulgar tais informações, tendo em vista sua rapidez e o quão diversificado é o publico delas, fazendo com que as mensagens alcancem muitas pessoas.

Primeiramente, a manipulação que as mídias têm feito nas notícias, tiram a confiança dos telespectadores, que, por conseguinte, preferem acreditar em outro cidadão do que nos jornalistas. A ocupação da primeira posição nos “trending topics” no Twitter no Brasil, em janeiro de 2019, da tag #GloboLixo, é um dos exemplos que mostra a insatisfação do público com a emissora. O resultado desse tipo de descontentamento são os áudios compartilhados via WhatsApp, onde o interlocutor não precisa nem citar suas fontes nem mesmo mostrar seu rosto que as pessoas já acreditam nele. Ao passar essa mensagem para frente o indivíduo possivelmente estará colocando em prática uma frase atribuída a Joseph Goebbels “uma mentira contada mil vezes se torna verdade”. Ou seja, quanto mais pessoas estiverem falando sobre determinada questão, mais fácil será acreditar que aquilo é um fato. Além disso, como grande parte dessas notícias falsa tem anúncios, seu autor consegue ganhar lucro a partir dela.

Ademais, pode-se fazer uma analogia do tema tratado á popular brincadeira telefone sem fio. Afinal, o jogo tem como objetivo repassar uma mensagem, sem alterá-la, até o final do trajeto. Entretanto, uma vírgula trocada de lugar, pode alterar completamente o sentido do que havia sido dito no início. Além disso, algumas crianças, mesmo tendo compreendido o dito original, optam por mudar algo do que escutou para denegrir a imagem do colega. Já no caso das notícias falsas, a finalidade de quem a dissemina, mesmo sabendo que não se trata de uma verdade, é comprovar a sua opinião sobre determinado pessoa ou assunto, e também a de lhe difamar.

Fica claro, portanto, que as “fake news” estão sendo espalhadas pelos mais diversos grupos sociais. Por isso, cabe aos professores e pais, que são o maior contato que os jovens tem divulgar para eles o quão importante é checar a fonte das notícias e não ler apenas os títulos chamativos. Afinal, são eles que mais usam as redes sociais, espaço onde são divulgadas essas informações. Outras medidas podem, e devem ser tomadas, mas como as palavras de Oscar Wilde “o primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação”, e a informação é esse primeiro passo.