Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 24/10/2020

As eleições presidenciais norte-americanas trouxeram um novo fenômeno para o mundo: as fakes news. Notícias falsas sobre a candidata Hillary Clinton foram criadas com o objetivo de difamá-la e interferir no voto do eleitor, assim, beneficiando a atual presidente Donald Trump com a vitória. Entretanto, esse problema não é exclusivo dos Estados Unidos, visto que se tornou uma epidemia pelo mundo inteiro e consequências são encontradas no Brasil, portanto, mudanças precisam ser feitas para solucionar essa questão.

De início, cabe destacar como os brasileiros são consumidores de notícias on-lline. A preferência pela leitura de informações na internet surgiu com a facilidade de compra de celulares, que se tornou o principal aparelho para acessar a rede no Brasil, segundo pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Entretanto, devido ao fácil acesso e ao excesso de informações disponíveis, a repercussão de notícias falsas se tornou mais comum pela falta de senso crítico na leitura. Segundo Carlos Heitor Cony, jornalista brasileiro, a internet provoca uma “poluição espiritual” por fornecer informações repetidas e inúteis para o leitor.

Além disso, a divulgação de boatos gera consequências para a sociedade. Uma notícia compartilhada muitas vezes, mesmo que seja falsa, acaba se tornando uma verdade. Devido à popularização deste fenômeno, foi necessário criar meios para que o leitor tanto de notícias quanto de mídias sociais como o Facebook e o Whatzapp, por exemplo, assuma uma postura crítica e confira a veracidade das informações. Nesse sentido, as agências Lupa e Aos Fatos foram criadas com o objetivo de fornecer meios para a checagem de fatos no país em busca da verdade.

Portanto, medidas devem ser tomadas para coibir a proliferação de informações que não sejam verdadeiras e prejudiquem a população. É dever do Governo Federal promover a criação de disque-denúncias especializados para receber as notificações de casos de notícias falsas, investigar e punir quando necessário. Além de uma parceria de agências de checagem com representantes de redes sociais na investigação destas informações com o objetivo de remover páginas responsáveis pela divulgação de fake news. Assim, pode-se tentar garantir a diminuição da proliferação de boatos.