Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/03/2019
“Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data”.A frase, do escritor brasileiro Luis Fernando Veríssimo, exprime a ideia sobre a importância da checagem de informações de uma notícia. Logo,quando atrelado à realidade,com o advento das redes sociais e a intensa utilização desses mecanismos na sociedade,a veiculação de “fake news” -termo dado a notícias falsas- tornou-se uma prática comum e recorrente.Nesse sentido,entender os fatores que provocam seu prolongamento,como a ausência na apuração dos dados antes de serem compartilhados e os impactos sociais ocasionados por essas notícias,faz-se necessário para o combate dessa problemática caótica.
Hodiernamente,a negligência social por parte da população na verificação de informações antes do compartilhamento das notícias,corrobora para a grande veiculação de “fake news” na sociedade.Em decorrência disso, observa-se o surgimento de empresas especializadas em combater a desinformação gerada pelas notícias falsas,como a Lupa,o Truco, Aos fatos,entre outras, que realizam o “fact-checking”-termo utilizado para a checagem da veracidade dos fatos de uma informação-.Diante disso,nota-se a importância da apuração dos dados de uma informação para evitar a propagação das “fake news”. Concomitante isso,outro fator que deve ser ressaltado são os impactos que as “fake news” ocasionam dentro da sociedade brasileira.Assim,percebe-se a alta circulação dessas notícias que influenciam de maneira maliciosa e intencional a formação do pensamento da população acerca de determinado assunto. Tal fato exemplifica-se com a veiculação do nome da ex-vereadora Marielle Franco,assassinada em março de 2018,em que se noticiava seu envolvimento com traficantes,a qual tinha como intuito de desqualificar sua imagem, já que tais informações eram inverídicas.Nessa óptica,vê-se,por isso,a necessidade da criação de políticas que penalizem esses criadores de desinformação.
Portanto,urgem medidas necessárias para contornar essa problemática. Em primeiro plano, cabe às empresas donas das mídias sociais-como o Facebook, Instagram, Whatsapp e Twitter-,criarem equipes que possam checar as notícias mais compartilhadas e acessadas no dia, mediante à contratação de jornalistas experientes na área do “fact-checking”, com o intuito de findar a veiculação de desinformação na interweb. Em segundo plano, cabe ao Poder Legislativo (detentor da função primordial do Estado), acrescentar punições passíveis de prisão a pessoas que criam e espalham as “fake news” em forma de lei, por intermédio de alterações no Marco Civil da internet, a fim de se evitar a realidade contida na frase do escritor brasileiro Luis Fernando Verrísmo.