Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 03/04/2019
Muito se discute acerca das redes de comunicação digital e o uso das mídias digitais. Essa controvérsia torna-se mais relevante quando se expõe ao fato das ‘‘fake news’’ no espaço cibernético. Ao afirmar o conceito de abstração do virtual como forma de manipulação dos signos da linguagem, o sociólogo francês Pierre Levy ressalta o perigo da influência digital na construção do pensamento do cidadão.
Essa problemática de caráter social remonta a circunstância em que o presidente americano, Donald Trump, em 2017, afirmou que nos governos anteriores os cristãos eram impedidos de entrar nos Estados Unidos e os muçulmanos eram privilegiados. Essa notícia incitou a intolerância religiosa e buscou legitimar a construção de barreiras contra Refugiados crentes no islã. O acontecimento evidencia os riscos da manipulação do lado abstrato do mundo virtual, rompendo com a ideia de democracia e transparência cibernética que acarreta na incapacidade de discussão coletiva de aspectos importante da sociedade.
Somado a isso, as redes de comunicação digital foram criadas com a premissa de interface, uso das mídias digitais a partir de pontos de contato ‘‘amigáveis’’ entre dispositivos e usuários com referências culturais anteriores. Porém, as notícias falsas nas redes sociais podem gerar ódio, intolerância, preconceito e conflitos. Tal fator é impulsionado pelas influências falsas no meio digital, condição ratificada pelo sociólogo Émile Durkheim na teoria do ‘‘Fato Social’’, o qual aborda a noção de ‘‘generalidade’’ e ‘’exterioridade’’. Diante de tais argumentos, a discussão acerca do uso das mídias sociais e suas influências a partir da manipulação dos signos da linguagem persiste.
Com o intuito de reduzir os impactos da pelotica midiática a partir de falsas notícias, é adequado que se retome a noção de interface e combata as mentiras nas redes sociais, com o fito de evitar conflitos internacionais e desrespeito aos direitos humanos. Tais desígnios podem ser promovidos pelo Ministério da Justiça, além da Secretaria Nacional de Cidadania em parceria com o terceiro setor, isentando-o do fisco, procedendo na mídia e nas escolas campanhas (lúdicas e conscientizadoras) acerca das informações virtuais. Dessa forma, o cidadão estará mais lúcido em relação as fake news, que serão combatidas, promovendo o desenvolvimento sustentável da nação.