Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 22/03/2019

A disseminação de notícias falsas e seus efeitos em nossa sociedade: essas duas expressões resumem de forma concreta e incisiva a questão das “fake news” no Brasil. Conhecendo a realidade da sociedade ignorante e desinformada, a verificação das fontes e “URL’S” surgem como uma “válvula de escape” contra a distribuição deliberada de desinformação. Diante disso, faz-se necessário discutir de modo mais profundo essa questão e encontrar caminhos para atenuar essa situação.

As “fake news” consistem na propagação deliberada de desinformação ou boatos via jornal impresso, televisão, rádio ou ainda online. Notícias falsas são escritas e publicadas com a intenção de enganar o leitor a fim de obter ganhos financeiros através de propagandas e “pop up’s”, além de ganhos políticos por meio da difamação de outros candidatos e concorrentes políticos.

A verificação das fontes ou embasamentos conforme supracitado em outra oportunidade, representa uma ferramenta de desvinculação das “fake news”. Dados do instituto de tecnologia de Massachusetts (MIT) mostram que notícias falsas se espalham cerca de 70% mais rápido que as notícias verídicas. Por outro lado, cumpre-se ressaltar que de acordo com o laboratório de segurança da DFNDR, 95,7% das notícias falsas foram disseminadas pelo WhatsApp. Diante disso faz-se necessário discutir de modo mais profundo e encontrar caminhos para atenuar essa situação.

Parafraseando Zygmunt Bauman, vivemos em tempos líquidos. O problema a ser solucionado envolve a atuação conjunta da tríade: Estado, família e mídia. O Estado, como responsável pela execução de políticas públicas, deve incentivar e investir na criação de leis para investigar e punir os criadores de “fake news”. A família como orientadora doméstica, deve incentivar seus filhos a buscar fontes de confiança e não disseminar notícias falsas sem antes fazer a verificação da veracidade de informação. Por fim a mídia, como poder de massa, tem o papel de expor e publicizar as consequências da dissipação de “fake news”.