Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 22/03/2019

A era da desinformação

A atual ascensão da internet dispõe de inúmeros privilégios para seus usuários, em poucos ‘‘cliques’’ qualquer um pode acessar artigos e notícias de diversificados temas e anos em seu “smartphone”, computador ou qualquer outro aparelho que possuí acesso à internet. No entanto, igualmente aos privilégios, a rede de informações carrega suas desvantagens, as ‘‘fake news’’, por exemplo, são uma delas.

Em uma pesquisa divulgada pelas empresas ‘‘We are Social’’ e ‘‘Hootsuite’’, denominada “Digital in 2018: The Americas”, foi constatado que 62% da população brasileira é ativa em suas mídias sociais. Essas dados são perturbantes, tendo em vista que essas redes não tem a devida fiscalização e julgamento para as falsas notícias postadas nas próprias, juntamente com os usuários, que, sem ao menos pesquisarem a fonte ou veracidade da notícia, repassam em seus perfis e contas.

É importante frisar o perigo da ‘‘Fake News’’ na era da informação, segundo o Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), nos Estados Unidos, a chance de uma notícia repassada ser falsa é maior que a de uma verdadeira. Foram averiguadas 126 mil notícias e a possibilidade de um usuário repassar uma informação mentirosa é 70% maior do que a de uma verídica. Grande responsabilidade dessas estatísticas devem ser atribuídas aos grandes portais da rede, que, com o recente avanço de uma mídia alternativa, tem submetido suas notícias a inveracidade, para conseguir se manter no mercado.

Em virtude dos fatos mencionados, é incontestável que esse mal deve ser severamente combatido. Uma forma de oposição, seria incentivar, divulgar e financiar componentes que combatem e desmistificam as Fake News, muitos desses já tem seu espaço na Internet, como o Fact-Checking (Agência Lupa), Fato ou Fake (Globo) e E-farsas. Se cada usuário, por exemplo, verificasse ou denunciasse notícias para esses órgãos, talvez, as fake news poderiam ser finalmente combatidas.