Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 27/03/2019
A Constituição Brasileira de 1988 garante a todos o direito à liberdade de expressão e o uso das redes sociais para tal. No entanto, falta de educação virtual tem prejudicado o tecido social. Isso se evidencia não só na formação de movimentos que visam a defesa de um ponto de vista embasamentos, como também em atitudes de violência baseadas em inverdades publicadas.
Em primeira instância, é importante ressaltar a criação de movimentos o da antivacina que prejudicam todos os cidadãos que são enganados por afirmações falsas. Por conseguinte, doenças antes erradicadas no Brasil têm o risco de aparecer, pois diversas postagens nos meios de comunicação afirmam que as vacinas trazem outros riscos e para pessoas saudáveis não há necessidade. Nesse viés, alguns brasileiros não procuram saber a veracidade dos fatos, apenas acreditam e compartilham. Logo, é necessário formar leitores dispostos a duvidar, como dizia Jean Piaget, educar é criar mentes capazes de criticar aquilo que a elas se impõe.
Outrossim, o Código Penal afirma que é crime qualquer tipo de calúnia, injúria e difamação. Entretanto, são as notícias mais compartilhadas na internet, e essas causam problemas até mesmo irreversíveis. Exemplo disso, foi o ocorrido em Guarujá, São Paulo, de acordo com o jornal O Globo, uma mulher foi espancada até a morte por ter sua foto divulgada e uma informação falsa relacionando-a com magia negras com crianças. Torna-se notório que pessoas podem matar a outras com apenas um clique nas telas, disseminando postagens inverídicas e sem fontes confiáveis. Isso ocorre pela falta de senso crítico e é colaborado pela impunidade do poder judiciário.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver esses impasses na pós-modernidade. Cabe ao Ministério da Educação em consonância com as escolas incluírem disciplinas voltadas para educação virtual, alertando os alunos a importância de duvidar e procurar veracidade no que é imposto à suas mentes, assim o senso crítico será adquirido e usado. Por fim, o Poder Judiciário deve punir não só de forma coercitiva, mas também educativa àqueles que cometem o crime de calúnia, ensinando-os como utilizar os meios virtuais de forma harmônica e colaborativa para toda a comunidade. Dessa forma, a geração futura não terá os mesmos erros que a atual.