Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 28/03/2019

Durante a Inquisição, as chamadas ‘‘Fake News’’ já circulavam pela sociedade. Naquela época, muitas mulheres eram mortas, em razão de boatos dos quais afirmavam que elas praticavam bruxaria. Na atualidade, as notícias falsas também possuem perigos na sociedade brasileira, devido a duas causas principais. Logo, cabe avaliar os fatores que contribuem para a situação.

Ressalta-se, de início, como a falta de conhecimento pode fazer com que milhares de pessoas acreditem em notícias duvidosas. Devido a era digital pela qual a humanidade passa, a informação hoje é algo de fácil acesso. Porém, nem tudo o que se vê na internet é verídico, mas uma grande quantidade de indivíduos não possuem discernimento e acreditam em tudo o que veem na mídia. Fato evidenciado na música ‘‘Admirável Chip Novo’’, da cantora Pitty, na qual a artista expõe que o ser humano está se tornando uma máquina programada, que não possui decisões próprias e aceita o imposto sem questionar, perdendo assim, sua parte ‘‘humana’’.

Além disso, outro agravante é o ato de as pessoas compartilharem informações mesmo não tendo certeza da veracidade delas. Um exemplo disso foram as fake news sobre Marielle Franco, após sua morte. A grande repercussão das mentiras, que a envolviam com facções criminosas, fez com que fossem necessárias provas para inocentar a ex- vereadora. Ocorridos como esse apontam a necessidade da checagem de dados antes de espalhá-los.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas. Inicialmente, cabe ao Ministério da Educação, por meio das instituições de ensino, disponibilizar aulas, que abordem os perigos de divulgar informações das quais não se tem conhecimento, com a utilização de plataformas digitais como o ‘‘Youtube’’, para formar cidadãos pensantes. Ademais, é dever do Ministério da Justiça, por meio do poder legislativo, a criação de uma lei que condene criadores de conteúdos falsos, a fim de garantir a segurança da população. Desse modo, os seres humanos poderão voltar a serem ‘‘humanos’’.