Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 04/04/2019
Desafio de longa data
Fake news é o termo em inglês para notícias falsas, que se popularizou no Brasil após a eleição presidencial de 2018. Porém este tema perdura na sociedade mundial há muito tempo. Como por exemplo o caso da igreja católica no medievo, que publicava seus livros em latim, pois a população majoritariamente não o falava, assim a igreja podia cobrar indulgências afirmando estar escrito na bíblia de que essa era uma prática sagrada e garantia um lugar ao lado de Jesus. Sendo que na verdade era apenas uma tática para arrecadar dinheiro.
Tal prática tornou-se banal, sendo potencializada com o advento da tecnologia, que possibilita a disseminação imediata da informação, independente dela ser falsa ou real. Cita-se o caso da eleição presidencial de 2018 no Brasil, onde empresas apoiadoras de ambas organizações políticas compraram pacotes de disseminação de fake news em massa, com a finalidade de derrubar o candidato da oposição através da desinformação. Consoante a isto, o número de “fake news” detectadas pelo dfndr lab, o laboratório de cibersegurança da PSafe, elevou-se em 51,7%, caracterizando mais de 4 milhões de casos no período.
Percebe-se, dessa maneira, que é complicado para o eleitor discernir informações reais das falsas. Pensando nisso pesquisadores da USP desenvolveram o website chamado “NILC-Fake News”, onde o usuário envia trechos da notícia, e o site com auxílio de softwares consegue analisar se a notícia é real ou “fake news”.
Desta maneira, percebe-se que o internauta brasileiro recebe diversas informações diariamente, cabendo a ele checar estas informações, seja buscando as respectivas fontes, ou utilizando o website sitado anteriormente. O mesmo, deve somente compartilhar tais informações após elas serem devidamente checadas, e de realidade confirmada. Além da cabível punição perante à lei para grupos de disseminação massante de “fake news”.