Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 04/04/2019
Narciso, nos mitos gregos, era um homem de beleza notória, onde todos que o viam acabavam por se apaixonar. Porém, ele nunca havia visto um mero vislumbre da sua silhueta, deste modo, quando a vê no reflexo da água, atira-se impetuosamente no lago, sem saber se aquela miragem era real. Fora da ficção, as “fake news” – notícias que não têm embasamento verídico – relacionam-se de maneira análoga à ilusão, pois ela reflete uma imagem falsa, sendo seus perigos o controle das massas e a alienação.
Em primeiro plano, deve-se pôr ênfase na necessidade de quem utiliza de notícias falsas por ter uma indústria cultural. Atrelado a isso, a Escola de Frankfurt afirma que esta mister é tática, pois o usuário deseja dominar a maior quantidade de indivíduos possível, para diminuir o número de influenciadores. Com feito, aumenta sua influência sobre à população, destarte, tem controle sobre o proletariado.
Por conseguinte, nota-se a utilização demasiada destas mentiras. Nesse sentido, para Zigmunt Bauman, a modernidade é líquida – passível de mudanças rápidas -, entretanto, como a água, ela escorre pelos moldes sociais, assim, precisando sempre de um reforço para manter uma forma. Mediante ao fato exposto, a utilização tão frequente, implica que a sociedade caracterizada por ser fluida, provavelmente nunca viu a verdade através do bloqueio, causando uma alienação.
Disso exposto, é indubitável a necessidade de medidas para atenuar a situação. Para que ocorra uma melhora contundente, urge que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, crie uma cartilha de conscientização sobre as “fake news”, que serão distribuídas em escolas e faculdades, assim, evitando que haja pessoas, que por ímpeto, esqueçam-se de procurar a fonte da notícia. Deste modo, não haverá mais casos como o de Narciso, que morreu no lago por causa de uma inverdade.