Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 04/04/2019
Durante a Guerra Fria no século XX, a internet foi criada para fins militares, com o fim deste acontecimento histórico, passou a ser utilizada em universidades norte americanas e em seguida tornou-se popular e se disseminou pelo mundo. Visto que é uma rede vasta e abundante de informações importante e verídicas, há também aquelas falsas, sem interferência positiva na sociedade, as chamadas Fake News.
A utilização deste, na maioria dos casos passa despercebida pelo leitor, fazendo com que o mesmo acredite em tais fatos apontados e divulgue as informações falsas. A finalidade destes dados manipulados seria somente de impacto negativo. Por exemplo, em 1998, Andrew Wakefield criou uma pesquisa sem embasamento científico, associando o autismo ao uso das vacinas. Tal ato continua a causar consequências mesmo após dados científicos comprovarem a farsa deste há mais de 15 anos.
Além do mais, estudos apontam que o brasileiro gasta em média mais de 9 horas diárias na internet, ou seja, durante todo este período ele está suscetível a tomar conhecimento de algo que não seja verdade, e auxiliar na propagação. O que leva o povo a acreditar em tudo que lhe é dito seria: a sua falta de senso crítico, pois não sabem discernir aquilo que é manipulado daquilo que é fato, portanto a falta de educação influencia na percepção de algo real ou falso. Ademais, o ensino brasileiro apresenta um déficit de educação digital, agravando ainda mais a situação.
Considerando os fatos citados nos parágrafos anteriores, cabe ao Ministério da Educação fortalecer o ensino de base nas escolas, por meio de matérias, como filosofia, e de palestras para que possa desenvolver o senso crítico nos alunos. Além disso, o MCTIC juntamente ao MEC devem implementar a educação digital nas instituições de ensino, para que os estudantes tenham maior conhecimento sobre a internet e como utiliza-lá, assim, estarão mais seguros em relação às suas fontes de aprendizado e informação.