Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 04/04/2019

Notícias falsas sempre existiram, em 1933, durante a Segunda Guerra Mundial, a culpa de um incêndio ocorrido no prédio do parlamento alemão fora falsamente atribuído aos comunistas, dando origem a um cenário que favoreceu a imagem de Hitler como salvador da pátria. Porém, com a criação da internet e a popularização das redes sociais, os usuários tornaram-se mais vulneráveis à notícias falsas, chamadas atualmente de Fake News, que têm induzido o leitor a crer em dados boicotados, com o intuito de adulterar o ponto de vista do indivíduo sobre determinado conteúdo, infligindo assim, a liberdade de julgamento mesmo.

Por conseguinte, tais notícias utilizam-se de recursos sensacionalistas para chamar a atenção do interlocutor, muitas vezes alterando a opinião da pessoa sobre certo assunto. Tal ação é considerada crime, e pode ser punida, por sabotar a liberdade de expressão.

Além disso, as redes sociais são o principal meio de proliferação destas notícias falsas. No Brasil, nas eleições de 2018, a ferramenta de bate-papo Whatsapp ficou conhecida pela grande disseminação de falsas afirmativas políticas, de modo a influenciar a decisão de voto de diversas pessoas. Tal fenômeno ocorreu de forma similar nas eleições de 2017, nos Estados Unidos, porém de forma inversa, onde o atual presidente Donald Trump, utilizava a expressão Fake News para denominar todas as notícias que desfavoreciam sua reputação, prejudicando a posição política de certos indivíduos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Sendo assim, O Governo Federal juntamente dos veículos midiáticos, como jornais e canais de televisão, devem divulgar propagandas que instruam os usuários a não serem vítimas de Fake News, ensinando o mesmo a pesquisar a procedência e confirmar a autenticidade da notícia antes de a compartilhar. Também deve ser criado um órgão governamental para fiscalização de notícias e sites duvidosos, que puna os mesmos em caso de adulteração de informações, com multas em dinheiro que seria destinado à campanhas de conscientização e prevenção da disseminação de falsas notícias.