Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/04/2019

A internet surgiu como uma ferramenta militar de comunicação e expandiu gradativamente para o mundo, o que causou um acelerado processo de integração entre os continentes. No entanto, o uso desse meio para a disseminação de notícias falsas, fake news, denota um uso pejorativo da rede. Logo, constata-se a inércia da situação, seja por negligência do estado, seja pelo individualismo existente nas comunidades.

É indubitável que a questão estatal esteja entre as causas da situação. Assim, a política liberal de mínima intervenção do estado na econômia consolidada durante o iluminismo, faz com que a fiscalização do orgão seja precária sobre as redes socais e isso favorece a circulação de fake news sem nenhuma punição cabível. Dessa maneira, o uso dessa prática configura riscos até mesmo para o próprio estado, uma vez que a disseminação de notícias pejorativas durantes as eleições pode direcionar o voto e eleger representantes de mau caráter.

Ademais, segundo Zygmunt Bauman, a sociedade está inserida num tipo de modernidade líquida, aonde há queda das atitudes éticas por conta do comportamente individualista das pessoas. Nessa perspectiva, as empresas encontram nas fake news uma oportunidade de aumentar os lucros através do compartilhamento de depoimentos tendenciosos de supostos clientes que nem sequer existem. Dessa forma, a liquidez evidenciada acaba por criar um mecanismo fomentador do consumismo por conta da coerção invisível criada pela prática supracitada.

Fica claro, portanto, que é imprescindível a ação do Ministério Público na criação de um orgão policial com especialização cibernética e responsável por fiscalizar e punir autores de notícias falsas, a fim de diminuir a influência externa no período eleitoral sobre os eleitores. Sendo relevante ainda, as escolas instituirem palestras ministradas por profissionais da área da tecnologia acerca da necessidade de saber evidenciar as fake news, em busca de moldar a mente das crianças para um futuro promissor com baixa coerção sobre o consumo e assim criar uma sociedade autônoma.