Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 09/04/2019

O surgimento das redes sociais proporcionou, entre outras coisas, o aumento da velocidade em que a notícia se espalha, tornando assim o mundo mais conectado. Contudo, os casos recorrentes de mal uso dessas tecnologias demostram que a nação precisa avançar nesse aspecto. Dessa forma, é crucial analisar o impacto da falta de acesso a tecnologia no sistema público de ensino e dos algoritmos de monetização na pulverização de notícias falsas.

O avanço tecnológico e o conforto oriundo da modernidade escondem da sociedade um problema muitas vezes banalizado, a falta de inclusão tecnológica. “Integrar não significa incluir a todos.” na frase do geógrafo brasileiro Milton Santos é notável a sua intenção de diferenciar os termos integrar e incluir. Isto posto, é importante reconhecer que o progresso decorrente do advento dos sistemas informacionais não alcançou todas as pessoas. Assim sendo, esse grupo de pessoas ao terem seu primeiro contato com com telefones e computadores estarão vulneráveis a receber e compartilhar notícias não condizentes com a realidade.

O Google e o Facebook são as maiores empresas de sites do mundo, donas de aplicativos usados por bilhões de pessoas diariamente, como o Youtube, Whatsapp e o Instagram. Esses aplicativos possuem a produção de conteúdo descentralizada, ou seja, os usuários são os por criar as fotos ou os vídeos que ficarão disponíveis, a partir disso as empresas monetizam aqueles que possuírem muitas visualizações. Por  conseguinte, surgiram os produtos virais, conteúdos produzidos para alcançar o maior número de clicks e é nesse contexto que se enquadra a “fake news”, pois assim como outras estrategias de marketing a mentira é usada como mecanismo para cativar a atenção dos usuários.

Portanto, medidas públicas são necessárias para frear a circulação de informações falsas na internet. O Ministério da Educação deve atuar promovendo a criação de salas de informática nas escolas de regiões menos desenvolvidas e afastadas dos grandes centros urbanos. Além disso, os sites devem rever seus mecanismos de rentabilização, desmonetizando vídeos e publicações com quantidade significativa de denuncias por descumprir as normas e punindo com o bloqueio da conta aqueles que insistirem em disseminar inverdades e ignorar os problemas decorrentes dessa prática.