Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 22/04/2019
Com o advento da internet, muitas funções antes manuais ou centralizadas, foram substituídas pelo ambiente virtual e descentralizadas devido a facilidade na sua operação.
Neste contexto, temos a divulgação de notícias, antes, atividade quase que exclusiva dos jornalistas em canais formais como jornais, revistas, rádio e televisão. Hoje qualquer pessoa pode produzir e distribuir conteúdo através de canais como YouTube, Facebook, WhatsApp, entre outros.
Apesar destas ferramentas trazerem dinamismo e agilidade, elas permitem efeitos colaterais como por exemplo a disseminação de notícias falsas. Durante as últimas eleições, ficou evidente o impacto que a difusão dessas notícias pode causar na sociedade, influenciando o pleito eleitoral, criando atrito entre os candidatos e aumentando ainda mais a polarização política no Brasil.
A principal motivação para a criação e disseminação de “fake news”, é econômica. Alguns grupos criam páginas de internet, post’s etc. com títulos “bombásticos”, monetizados por click, utilizando-se de “terrenos férteis” como o político, para captar os internautas “apaixonados” em criticar seus opositores ideológicos e provar a própria “verdade absoluta”.
Devido ser uma estrutura informal online, torna-se difícil seu controle e combate. Porém, existem alguns mecanismos que auxiliam no controle de replicação como a criação de ícones que permitem sinalizar se a notícia tem fonte duvidosa, e também a redução do limite de compartilhamentos. Entretanto, a solução mais eficiente tem de vir do próprio usuário, antes de compartilhar qualquer qualquer informação, deve verificar se a fonte e o autor são confiáveis e se a notícia tem alguma procedência.
Portanto, ao se deparar com qualquer conteúdo suspeito, é preciso ter cuidado, pois no momento que decidir replicá-lo, você se torna responsável pelas consequências que vir a causar.