Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 23/04/2019
A Constituição Brasileira de 1988 garante a liberdade de expressão e o uso das redes sociais para tal. No entanto, a falta de educação digital tem colaborado para o surgimento de diversos impasses. Isso se evidencia não só no compartilhamento de notícias falsas que induzem o tecido social a aderirem movimentos, como também calúnias e difamações que visam compartilhamentos.
Em primeira instância, é importante ressaltar o aumento desenfreado das fake news que visam ludibriar os indivíduos. Exemplo disso são as divulgações que afirmam malefícios causados pelo uso das vacinas e que elas fazem surgir novas doenças, por conseguinte, surgiu um movimento de antivacinas, informando de forma equivocada o não uso dessa imunização ativa. Nesse viés, a população é prejudicada, pois doenças antes erradicadas por meio do uso de antígenos atenuados podem voltar a aparecer. Tudo isso pela falta de senso crítico, como dizia Jean Piaget, educar é criar mentes capazes de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe. Logo, a formação educacional deve focar no desenvolvimento crítico dos cidadãos.
Ademais, convém relacionar ainda que segundo o Código Penal, é crime qualquer tipo de calúnia contra o outro. Porém, embora seja ilegal é comum nas redes sociais informações inverídicas sobre alguém, gerando assim sérios problemas. Prova disso foi o ocorrido em Guarujá, São Paulo, de acordo com o jornal O Globo, uma mulher apanhou até a morte, por ter fotos com divulgações falsas de que ela fazia magia negra com crianças. Nessa perspectiva, os assassinos não foram apenas aqueles que participaram do espancamento, mas também todos que compartilharam e curtiram a postagem. Sendo assim, analisar, duvidar e refletir sobre o que se vê é fundamental, a fim de não gerar mais mortos na comunidade.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para a resolução desses problemas. Cabe ao Ministério da Educação incluir disciplinas na grade curricular que desenvolva o senso crítico dos discentes, além do mais, ensinarem sobre os perigos no meio virtual e as inúmeras notícias inverídicas encontradas, com o objetivo de os alunos identificarem com facilidade e não serem enganados. Por fim, o Poder Judiciário com órgãos competentes à rede de computadores, devem punir não só de forma coercitiva, mas educativa, mostrando os malefícios causados pelo mau uso dos meios de comunicação de massa, aos usuários que fazem publicações falsas buscando o maior número de curtidas e não se preocupam com as consequências. Assim, a geração futura não terá os mesmos erros que a atual.