Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 27/04/2019
Na metáfora apresentada em ‘‘O mito da caverna’’ por Platão, as pessoas que viviam dentro da caverna tinham como única forma de conhecimento as sombras que lhes eram apresentadas e acreditavam naquilo como algo verdadeiro e fiel à realidade. Igualmente, dessa forma, a disseminação de fake news na internet faz com que o usuário acredite e compartilhe notícias que distorcem o que é real. Assim, a alienação e falta de criticidade de quem não busca fontes alternativas de conhecimento, bem como a ausência do hábito de leitura, contribuem para essa disseminação e para os perigos que este ato pode causar.
Em primeiro plano, observa-se que há uma tendência de procura por notícias e atualidades na internet e nas redes sociais em detrimento a mídia e aos jornais confiáveis. Sob essa perspectiva, muitos internautas tendem a usar somente esse aparato como fonte de conhecimento, deixando de lado a criticidade e a busca pela veracidade dos fatos em outras plataformas. Dessa maneira, ficam mais vulneráveis a acreditar em mentiras e repassar dados falsos, o que causa prejuízo moral, promove discórdia em redes onlines e também desvaloriza o jornalismo profissional.
Em segundo plano, a falta do hábito de leitura corrobora para que notícias falsas sejam compartilhadas por um número cada vez maior de pessoas, uma vez que usuários que são analfabetos funcionais têm mais dificuldade de reconhecer e distinguir um fato verídico em meio às fake news. O costume e o hábito de ler fomenta no leitor a capacidade de interpretação e de senso crítico perante as situações do cotidiano, desse modo, os internautas que não leem diariamente são mais propícios a acreditarem em notícias fantasiosas e boatos que surgem nas redes sociais, pois acabam sendo bombardeados de informações e são persuadidos por estratégias de convencimento usadas nas notícias falsas.
Infere-se, portanto, que a disseminação de fake news na era da informação é bastante perigosa e precisa ser debatida e erradicada. Assim, é necessário que o MEC promova a implementação da educação digital como disciplina curricular obrigatória nas escolas, por meio de parcerias com professores e especialistas da área digital, para que os alunos sejam instruídos a buscarem outras formas de conhecimento além da internet. Além disso, cabe as Secretarias de Educação do Estado promover, por meio de palestras e campanhas, atividades específicas que fomentem o hábito de leitura desde a educação infantil, com a finalidade de construir senso crítico nos estudantes e incentivar a interpretação de texto nas crianças e adolescentes.