Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/05/2019

É de conhecimento geral que no início do século XX, a era digital passou por avanços significativos. É evidente que o avanço dos meios de comunicação intensificou a quantidade de informações, juntamente com a globalização, que possibilita a interação entre pessoas de diversas regiões do mundo. Entretanto, o número de notícias falsas aumenta diariamente, de forma que a propagação das fake news ocorre em todo o mundo. Situação que necessita ser amenizada.

Vale mencionar, por exemplo, uma pesquisa realizada pelo instituto Reuters, em 2016, em que afirmou que as notícias falsas são repassadas 70% mais rápido do que as notícias verdadeiras. É evidente que no meio cibernético o pensamento não é tão crítico, dessa forma, muitos compartilham por ingenuidade, mas também há os indivíduos que propagam com interesses secundários, como, discurso de militância, ataque à pessoas ou grupos opostos, entre outros. Urge a necessidade de utilizar a dialética ensinada por Sócrates, a arte do diálogo e discurso em busca da verdade.

Além disso, a individualização do indivíduo, como é abordado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, induz o indivíduo a não pensar nos malefícios que a disseminação de uma notícia equivocada pode causar na vida das vítimas. Pode-se mencionar, por exemplo, o caso da Vereadora Marielle Franco, que após sua morte, espalharam notícias do envolvimento dela com o tráfico e a máfia carioca, dessa forma, sua morte foi justificada de forma equivocada, e seu nome teve destaque em diversas manchetes em todo o país.

Em suma, é necessário que a mídia, juntamente com núcleos tecnológicos, enfatize a importância da educação digital, por meio de campanhas, anúncios publicitários e tecnologia aplicada, ensinando como fazer a mínima análise de uma informação, para que, dessa forma os indivíduos desenvolvam um senso crítico. Estes são os primeiros passos para amenizar essa realidade.