Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/04/2019
Na metáfora apresentada em ‘‘O mito da caverna’’ por Platão, as pessoas que viviam dentro da caverna tinham como única forma de conhecimento as sombras que lhes eram apresentadas e acreditavam naquilo como algo verdadeiro e fiel a realidade. Igualmente, dessa forma, a disseminação de fake news na internet faz com que o usuário acredite e compartilhe notícias que distorcem o que é real. Assim, a alienação de quem não busca fontes alternativas de conhecimento e a ausência de senso crítico contribuem para essa disseminação.
Em primeiro plano, nota-se que os usuários não buscam meios diferentes para ter acesso as notícias e se baseiam somente na versão apresentada na internet e redes sociais. A pesquisa em outras fontes de conhecimento proporciona a apresentação de diferentes perspectivas, pontos de vista e interpretações sobre o assunto em questão. Desse modo, a alienação dos internautas que não procuram formas diferenciadas de adquirir conhecimento torna-os suscetíveis a disseminarem notícias tendenciosas.
Sob um segundo olhar, a falta de criticidade é um fator característico que corrobora para o compartilhamento de fake news, uma vez que os usuários fazem uma leitura superficial através das manchetes e não questionam a veracidade do fato apresentado. Uma das características mais comuns das notícias falsas é apresentarem frases claras e objetivas que chamem a atenção e convençam o usuário, e principalmente as pessoas mais humildes e ingênuas, de que aquilo é verdadeiro, sem a necessidade de grandes interpretações. Dessa forma, essa estratégia de persuasão induz os leitores que não possuem senso crítico a acreditar nessa análise simplória e compartilharem a fake news.
Portanto, infere-se que a disseminação de fake news na era da informação é bastante perigosa e precisa ser erradicada. Assim, é necessário que o Ministério de Educação e Cultura -órgão governamental responsável pelo ensino público brasileiro- promova a implementação da educação digital como disciplina curricular nas escolas, por meio de parcerias com professores e especialistas da área digital, a fim de que os alunos sejam instruídos a buscarem outras formas de conhecimento além da internet. Além disso, com a finalidade de fomentar a pesquisa e despertar o senso de criticidade dos estudantes, cabe ás Secretarias de Educação do Estado promover atividades lúdicas por meio de palestras e campanhas educacionais dentro das escolas brasileiras, para que os alunos aprendam a reconhecer fake news através da interpretação de texto.