Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 03/07/2019
A criação da imprensa, por Johann Gutenberg, foi uma verdadeira revolução para a divulgação de notícias através de jornais e revistas. Entretanto, manifesta-se na era da informação a propagação das chamadas “fake news”, causando efeitos negativos na sociedade brasileira. Nesse contexto, é indubitável que a falta de discernimento do que é verídico ou não e a distorção dos fatos são fatores que contribuem para o agravamento dessa questão.
Primeiramente, é válido ressaltar que de acordo com o laboratório de segurança da DFNDR, 95,7% das notícias falsas foram disseminadas pelo WhatsApp. Desse modo, é notável que as redes sociais são os principais meios de difusão das fake news que, de certo, atingem inúmeras pessoas sem capacidade de discernir o que é de fato verdadeiro, apontando uma falha na educação digital brasileira. Inegavelmente, o compartilhamento de tais notícias é um problema, uma vez que pode prejudicar a imagem de possíveis envolvidos, com difícil revertimento.
Além disso, outra implicação dessas notícias é a distorção dos fatos pelos sites e blogs. Certamente, esse é o ponto de partida das fake news que, em seguida, são dissipadas por internautas via rede sociais, sem o mínimo interesse em saber se são de fontes confiáveis. Por consequência, dependendo da gravidade da falsa informação, pode-se causar conflitos no âmbito social, como o incentivo ao preconceito, o linchamento de inocentes, e o risco para a saúde pública.
Logo, fica evidente que medidas são cruciais para atenuar esse impasse. Portanto, cabe à mídia realizar campanhas informativas acerca dessa problemática apresentando formas de como identificar notícias ludibriadoras, a fim de estabelecer a educação digital. Ademais, compete ao governo fiscalizar e implementar leis que punem mais severamente os criadores de notícias falsas com o propósito de reduzir a publicação delas. Dessa forma, os perigos das fake news na era da informação seriam amenizados, retomando a imprensa como algo revolucionário.