Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 06/07/2019

Durante a Erva Vargas, a divulgação de um falso plano comunista, o Plano Cohen, possibilitou a Getúlio instaurar a Ditadura do estado Novo. Dessa forma, percebe-se que a disseminação de notícias falsas não é recente e pode gerar consequências nas esfera pública e de saúde, afetando diretamente os membros da sociedade.

Em primeira análise, o ministro da propaganda de Hitler afirmava que uma mentira contada mais de mil vezes com o tempo torna-se verdade. De maneira análoga, nas questões políticas e em períodos eleitorais, as ‘‘fake news’’ podem atrapalhar e até violar as campanhas dos candidatos a medida que atrai, principalmente, os votantes menos escolarizados que confiam nessas veiculações, tirando-lhes o livre arbítrio na hora de escolher seu representante.

Outrossim, no que diz respeito à saúde pública, a divulgação de falsas reportagens sobre a ineficácia e risco da vacinação gerou um movimento anti-vacina que aterrorizou muitos pais e familiares. Consequentemente, a população não aderiu às campanhas das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e com isso, doenças como sarampo, erradicada há mais de 50 anos, voltaram a preocupar os profissionais. Logo, é necessário criar mecanismos que minimizem os impactos das ‘‘fake news’’ na vida das pessoas.

Em síntese, a disseminação de notícias falsas na era informacional afeta os setores públicos e privados e provoca inúmeros problemas sociais. Portanto, cabe ao Governo Federal criar um site oficial - com profissionais capacitados - que possa verificar a validade das informações compartilhadas. Além disso, as UBS’s devem intensificar as campanhas de vacinação por meio de propagandas e novelas, alertando sobre a importância de ignorar notícias relacionadas a esse assunto que não tenham vinculação com o Ministério da Saúde, a fim de atenuar os efeitos das ‘‘fake news’’.