Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 23/07/2019

Os sofistas, professores da antiguidade, propagavam mentiras com objetivos políticos e de convenção social. No século XXI, com o avanço da tecnologia, a propagação de inverdades tomou proporções maiores como o intuito de “convencer” as pessoas a concordarem ou abominarem ideologias. Torna-se imprescindível destacar os riscos causados à saúde dos indivíduos, além da desconstrução do senso crítico decorrente de falsas informações compartilhadas por sites.

Em primeira análise, vale mencionar que a internet é essencial para o desenvolvimento da sociedade. No entanto, o uso errôneo dessa ferramenta pode afetar de forma direta a vida de quem utiliza o conteúdo divulgado. Sites fictícios de nutrição induzem milhares de pessoas a seguir dietas radicais que prometem o corpo desejado, assim como a automedicação assegurando resultados rápidos. Como consequência, contribui para complicações nos organismos das vítimas, bem como abalo emocional dos que, de boa-fé, confiaram nas aparentes verdades.

Em segundo plano, visando os interesses políticos, é importante ressaltar a alienação causada aos eleitores por meio de informações incoerentes usadas por candidatos que objetivam alternativas para beneficiarem suas candidaturas. No ano de 2018, durante as eleições à presidência a candidata Manuela D’Ávila teve sua imagem usada pela oposição como propagação das fake news, quando teve a frase de sua camisa modificada de “Rebele-se” para “Jesus é travesti”, de maneira que serviu como argumento de desrespeito à entidade religiosa, alienando e desconstruindo o senso crítico dos votantes que não buscam a veracidade dos fatos.

Torna-se evidente a necessidade de resolução da problemática. Cabe ao Ministério Público, em conjuntos com o Ministério das comunicações, utilizando as mídias, promover campanhas com o intuito de orientar a população sobre a relevância de pesquisar em fontes seguras a precisão das notícias, para a preservação da saúde e conservação do poder de criticidade e, assim, encaminhar a sociedade para a inalienação.