Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 11/08/2019
Em busca de uma sociedade melhor
Em “Arrow”, série produzida pela The CW, os meios de comunicação divulgaram uma notícia afirmando que o prefeito da cidade seria um justiceiro procurado pela polícia, porém a informação não era verdadeira. Nessa perspectiva, é preciso compreender que o cenário vai além das telas. No Brasil, notícias ou matérias como a da série tem sido frequentes e disseminadas como um vírus através das redes sociais. Com base nisso, é fundamental analisar as consequências dessa conjuntura para a sociedade.
Inicialmente, é válido pontuar que informações falsas ou distorcidas que são espalhadas pelas redes sociais, chamadas de “fake news”, compõem uma ferramenta de manipulação e coerção social. Embora, a Constituição assegure o direito à liberdade de pensamento, de manisfestação e de expressão não há garantia se a fala ou texto forem ofensivos ou ferirem o direito de alguém. Por essa razão, qualquer pessoa pode divulgar notícias tendenciosas ou inverdades que podem favorecer uns em detrimento de outros.
Observa-se, consequentemente, que o bombardeio de informações falsas misturada com meias verdades desperta o sentimento de descrença na população. Isso pode ser comprovado através de uma pesquisa realizada pela ACAERT, que aponta que mais da metade dos entrevistados não confia em mídias sociais e aplicativos de mensagem. Segundo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, por isso a situação atual é pautada em uma sociedade que não lê e não busca opiniões diferentes e acredita que só porque mandaram no grupo de whatsapp da família significa que é verdade.
Percebe-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Por isso, é essencial que o governo invista recursos na fiscalização de “fake news”, através do desenvolvimento de aplicativos com algorítmos que chequem as fontes das informações divulgadas, de modo que seja possível identificar e penalizar os responsáveis. Ademais, as mídias sociais podem contribuir com a criação de campanhas publicitárias para explicar a população a impotência de sempre questionar mensagens e notícias, buscando referências e autoria para a construção de uma sociedade mais cosciente.