Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 23/08/2019

A Revolução Industrial -iniciada no século XVIII- trouxe grandes avanços tecnológicos nos meios de transporte, produção e principalmente na comunicação, globalizando o mundo com o rápido e fácil acesso a informação. Contudo, esses avanços facilitaram e intensificaram as notícias falsas, que sempre existiram, mas agora devido as redes sociais e a polarização política, estão a todo vapor. A priori, percebe-se que essas “fake news” ocorrem bastante em cenários de dicotomia política -em épocas de eleições, por exemplo- como uma estratégia de difamar os outros candidatos no intuito de trazer seus eleitores para si. Atualmente a Polícia Federal abriu uma investigação envolvendo o atual presidente Jair Messias Bolsonaro, com a premissa de que em 2018 utilizou de notícias falsas em massa para desbancar o seu rival na campanha eleitoral: o Partido do Trabalhador (PT). Esse quadro mostra a instabilidade que as “fake news” causam em um país, a desconfiança sobre o resultado das eleições infligido por manipulações, além da própria alienação dos eleitores que votaram ser saber se era verdade o que acreditavam ser sobre seu canditado. A posteriori, nota-se que o direito constitucional do acesso a informação é colocado em xeque com a existência das notícias “maquiadas”, dado que ainda não há um combate eficaz e nem uma ferramente que identifique-as para posteriormente excluí-la .Dessa forma a era da informação transforma-se na era da desinformação onde a mais pura verdade pode se tornar a mais rude mentira e a informação vira ferramenta de manipulação e não de aprendizagem e formação cidadã. Dessa maneira a icônica frase do Ministro da Propaganda, da ditadura Nazista, " Uma mentira repetida mil vezes, torna-se verdade" começa a ser cada vez real e comprovada atualemente, e então até a mais rude mentira pode tornar-se a inquestionável verdade. Portanto, é mister que os integrantes da ONU em parceria com seus orgãos de segurança criem e desenvolvam ferramentas para a identificação das fake news, por meio de algorítimos inteligentes que detectem as notícias falsas em potencial e depois a sua verificação para excluí-la ou não. Uma outra ideia é criar um selo de verificação virtual nas notícias ditas como verdadeiras como ,por exemplo, nos noticiários mais famosos, com mais credibilidade e seriedade no trabalho, dessa forma o internauta poderá ter certeza do que está vendo é verdade. Além disso, é de suma importância advertir os cidadãos que navegam pela informação dos perigos dela, através de campanhas publicitárias, e que sugira para este buscar a mesma informação em fontes diferentes. Assim, espera-se a mitigação das “fake news” e mais importante, que os indivíduos tenham noção de que nem tudo que ele vê é realmente verdade.