Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 29/08/2019
A Constituição Brasileira de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante a todos o direito à informação. No entanto, a falta de educação virtual tem acarretado problemas. Isso se evidencia não só nas tragédias causadas por inverdades divulgadas, como também na negligência do setor escolar em ensinar os discentes a desenvolver a capacidade de criticar.
Em primeira instância, é importante ressaltar que segundo o Código Penal, é crime qualquer tipo de injúria, calúnia ou difamação. Porém, mesmo com as leis estabelecidas atitudes ilegais têm tomado proporções assustadoras nas redes sociais. Exemplo disso foi o fato ocorrido em Guarujá, São Paulo, conforme o jornal O Globo em 2014, uma mulher foi espancada até a morte depois de ter fotos publicadas e informações falsas de que ela fazia magia negra com crianças. Percebe-se, nesse viés, a falta de senso crítico dos cidadãos perante as diversas publicações nas redes de computadores. Haja vista que os criminosos não são apenas aqueles que praticaram o ato violento, mas também todos divulgadores de falsos boatos.
Ademais, convém frisar ainda a falta de engajamento escolar em ensinar sobre educação comportamental, sendo esse muito importante para o crescimento do ser humano. De acordo com Jean Piaget, educar é criar mentes capazes de criticar e verificar tudo que a elas é imposto. Nesse contexto, a capacidade de pensar a fim de tomar atitudes para beneficiar todo o setor social seria mais aprimorada e comum nos dias atuais. Contudo, as práticas são imediatistas e manipuladas, evidencia-se nas postagens das redes sociais baseadas em ter mais curtidas e compartilhamentos, independente da veracidade.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para resolver esses impasses. Cabe ao Poder Judiciário em consoante com as delegacias de crimes virtuais, fiscalizar e informar a população sobre as infrações das leis no meio cibernético, por meio de palestras, panfletos e divulgações nas redes sociais, além de punir não só de forma coercitiva, mas educativa, ensinando os infratores a importância e o cuidado que deve ter nas publicações. Por fim, o Ministério da Educação deve incluir disciplinas na grade curricular que visam desenvolver o senso crítico dos discentes, e melhorar o comportamento diante os meios de comunicação. Assim, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.