Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/09/2019

Procópio,historiador Bizantino do século VI,escreveu sobre o governo de Justiniano I,sendo suas obras uma das mais importantes fontes históricas sobre Justiniano e seu reinado.Contudo,ele escreveu um texto denominado “Anedota” e nele disseminava mentiras,arruinando assim,a reputação do governador Justiniano.De maneira análoga, a disseminação de mentiras na sociedade contemporânea se tornou constante e trágica.Com efeito,a dificuldade de identificação do usuário aliado a negligência governamental, contribui para a ascensão das Fake News.

Em primeiro lugar,é importante salientar que com o advento da tecnologia e,por conseguinte,a virtualização,a identificação do usuário nas redes sociais se torna utópico.Dessa forma,informações inverídicas,bem como sua visualização e repasse,é feito de maneira oculta e se propaga em fração de segundos.Segundo Allen Ginsberg,escritor estadunidense,“Quem controla as mídias,as imagens,controla a cultura.“Nesse sentido é possível perceber que no Brasil,a linha tênue entre a liberdade virtual e a ética moral tem sido ultrapassada.

Mormente,cabe ressaltar, a ineficiência constitucional como impulsionador do problema.Haja visto que promulgação e o cumprimento de leis mais rígidas,concernente a disseminação de mentiras por diversos meios de comunicação,devem ser efetivos.Destarte,tal ojerizas instaura o caos social,distorcendo informações relativo a saúde,educação,governo, coletivo e individual.Segundo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts,notícias falsas circulam 70% mais vezes do que as verdadeiras na internet.Dessa maneira,o sentimento de impunidade permite que o violador se sinta livre para distorcer o verídico.

Infere-se,portanto,que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor.Com isso,urge que o governo implante nas escolas palestras períodicas sobre as consequências da distorção da informação.Há também,a necessidade de implantação de leis com uma pena mais rígida e a criação de postos fiscais para averiguar possíveis fraudes a informação.Com isso,espera-se que textos como “Anedota” de Procópio não se perpetue pela historiografia.