Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 13/09/2019

Durante a Era Vargas, o Plano Cohen foi divulgado para a população como um plano comunista para dominar o Brasil, entretanto, este era uma grande farsa inventada pelo governo, que serviu de pretexto para o estabelecimento de um regime ditatorial no país. Já na atualidade, a divulgação de notícias falsas é cada vez mais presente na vida dos brasileiros, principalmente por conta do alto desenvolvimento dos meios de comunicação que vem ocorrendo no século XXI. Essa proliferação de informações enganosas somada à falta de identificação e checagem das mesmas pode alienar a população e distanciá-la da realidade.

Em primeiro lugar, é preciso reconhecer o grande avanço nos sistemas de comunicação das últimas décadas, principalmente no que diz respeito à internet, que possibilita a troca de informações rápida e eficiente. No entanto, esse compartilhamento de ideias também ocorre com notícias falsas, que são espalhadas 70% mais rapidamente que as verdadeiras, segundo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Assim, a problemática não faz parte apenas dos criadores das ‘‘fake news’’, mas também de seus divulgadores, que, muitas vezes, compartilham a notícia sem a certeza de sua veracidade. Isso ocorre, principalmente, por conta do sensacionalismo presente nesse tipo de notícia, que procura chamar a atenção de um determinado grupo de pessoas, mesmo com o uso de informações falsas ou imprecisas. O motivo da presença dessa divulgação cega pode ser representado por uma afirmação do filósofo Francis Bacon: ‘‘As pessoas acreditam naquilo que querem acreditar’’.

Nesse sentido, é necessário que o Ministério da Educação estimule a educação digital da população brasileira, ou seja, forme um povo mais crítico e racional por meio da divulgação de um método semelhante à Dúvida Metódica, do filósofo Descartes, no qual o indivíduo duvidaria de toda notícia que tivesse contato, a compartilhando apenas com total certeza da veracidade das informações.