Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 09/09/2019
O livro bíblico de Genesis retrata a historia de como Adão e Eva foram enganados pela mentira de uma serpente, e por terem desobedecido a Deus, eles foram expulsos do paraíso. Fora da narrativa bíblica, ainda assim, noticias falsas ainda circulam em grandes modais de comunicação, sobretudo na internet, causando grande confusão e desinformação que são oriundas, principalmente, de fake news. Portanto, torna-se necessário compreender as causas e consequências desse fenômeno, a fim de encontrar uma alternativa para mitigar o problema, respeitando o direito de livre expressão.
Primeiramente, deve-se entender que as fake news são publicadas e compartilhadas na internet através de sites, blogs e em redes sociais com o objetivo de causar sensacionalismo, atacar pessoas ou entidades e que podem ser combatidas por meio da leitura autocrítica. Segundo Joseph Goebbels, político alemão que trabalhava para Adolf Hitler, “uma mentira contada mil vezes, se torna uma realidade”, de modo semelhante, os falsos conteúdos são replicados na rede global e ganham expressividade, devido ao rápido modo como são compartilhadas nas mídias sociais sem que o usuário verifique fontes legitimadas. Desse modo, cabe ao leitor investigar outras fontes que tratem do mesmo conteúdo, para que não seja mais um disseminador de informações infundamentadas.
Destarte, um dos maiores perigos das fake news diz respeito ao ataque à honra de pessoas físicas ou jurídicas, pois seus efeitos podem ser irreparáveis devido ao rápido alcance a milhões de pessoas conectadas à rede. Neste sentido, o uso de fakes ganhou espaço no cenário político brasileiro, em especial, nas eleições de 2018 para o cargo de Presidente do Brasil; os candidatos Jair Bolsonaro e Fernando Haddad tiveram uma disputa acirrada por meio das mídias sociais, entretanto, segundo o portal G1, o candidato Haddad foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (TSE), por impulsionar “fake news” contra Bolsonaro na campanha; além disso, ele perdeu na corrida para o Planalto. Desse modo, é imprescindível combater aos que usam dos meios de divulgação em massa para atacar de forma desonesta e covarde, para que os leitores não sejam levados ao engano.
Por fim, como dizia o escritor Mário Quintana: “uma mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer”, logo, fatos e verdades devem ser o objeto fim dos portais online de jornalismo, sites e propagandas. Portanto, o Congresso Nacional deve legislar sobre a matéria, criando leis que visem combater a publicação de falsas informações que têm o fim de prejudicar pessoas, instituições, órgaos e etc. Além disso, cabe ao leitor ter senso crítico, e buscar por fontes seguras de informação, e assim, checar a veracidade dos fatos para não compartilhar mensagens errôneas. Dessa forma, as fake news serão combatidas, tornando a internet um espaço democrático e transparente na atual era digital.