Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 12/09/2019
Desde a criação dos veículos de imprensa, as notícias estão sujeitas à parcialidade e às mentiras daqueles que as criam. No século XXI, a facilidade das formas de compartilhamento ajudou tais notícias não factuais a terem mais rápida propagação, alcançando um número alarmante de pessoas. A tal fenômeno deu-se o nome de “Fake News”, que ainda se constitui como um grande problema na atualidade. Neste bojo, faz-se urgente total engajamento por parte da sociedade e da mídia no combate à proliferação dessas notícias.
Inicialmente, é imprescindível dizer que o conceito de “Fake News” vai muito além da sua mera tradução do inglês para o português, abrangendo mais do que uma simples mentira moldada como uma verdade. Elas são feitas com base no conceito de pós-verdade, pois são construídas no objetivo de atingir um grupo de pessoas com uma opinião recém formada, permitindo seu rápido compartilhamento. Tal ideia pode ser observada durante as eleições americanas de 2017, quando a candidata Hillary Clinton foi bombardeada com inúmeras “Fake News” compartilhadas em massa por opositores e que contribuíram, assim, para a ascensão ao poder do seu concorrente, o atual presidente em exercício, Donald Trump.
Além de causarem transtornos com figuras públicas e alterarem opiniões das massas, as “Fake News” estão contribuindo para um colapso na mídia. Afinal, a sua fácil produção põe em cheque a credibilidade das notícias que circulam nas redes, atingindo todo o tipo de instituição midiática presente na atualidade.
Portanto, cabe à sociedade total responsabilidade durante o compartilhamento de notícias, verificando sua factualidade antes de permitir sua procedência, pois qualquer coisa compartilhada contribui na construção da memória coletiva, como afirmou o filósofo francês Pierre Lévy. Além disso, é necessário que as grandes mídias também combatam o avanço das “Fake News”, com campanhas que demonstrem os seus perigos para a sociedade contemporânea.