Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 12/09/2019
Durante a Era Vargas, a divulgação sobre um falso plano comunista para tomar o poder no Brasil, intitulado Plano Cohen, possibilitou a Vargas instaurar a ditadura no Estado Novo e somente anos depois a farsa foi descoberta. Percebe-se, dessa forma, que a propagação de notícias e informações falsas, as famosas fake news, não são problemas recentes e persistem na atualidade. Nesse contexto, deve-se analisar como os meios de comunicação e a sociedade influenciam na problemática.
Nesse sentido, é importante destacar que com o avanço tecnológico e a popularização das redes sociais, a rapidez da disseminação da informação aumentou drasticamente, consequentemente, afirmações falsas podem ser espalhadas pelo mundo de forma muito rápida. Sob esse viés, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, após estudos feitos por cientistas, afirmou que as fake news se espalham 70% mais rápido que notícias verdadeiras. Dessa forma, devido ao fácil acesso e ao grande número de informações disponíveis, a repercussão de notícias falsas se tornou mais comum pela falta de senso crítico na leitura.
Além disso, a divulgação de inverdades gera consequências para a sociedade. Dessa maneira, “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”, essa frase é de Joseph Goebbels, que foi ministro da propaganda de Adolf Hitler na Alemanha Nazista. Em consonância, cabe ressaltar que a “epidemia” de fake news nos últimos anos não é consequência apenas dos meios de comunicação em massa, mas principalmente de quem consome tal conteúdo: a sociedade. A título de exemplo, o Holocausto foi segmento da crença fundamentalista na falsa obra “Os Protocolos dos Sábios de Sião”, utilizada por Hitler para manipular seus seguidores e justificar a necessidade de combate aos judeus.
Diante dos fatos supracitados, torna-se evidente, portanto, a necessidade de ações para a resolução da problemática. Sendo assim, é dever do Governo Federal, investigar e punir disseminadores de notícias falsas, por meio da criação de disque-denúncias especializados para receber as notificações de casos do tipo, com a finalidade de coibir a proliferação de fake news. Ademais, o Governo, em parceria com as escolas, deveria promover o incentivo à valorização da verdade desde a infância, por meio de palestras ministradas por profissionais da área, além do estímulo ao uso de livros socioeducativos sobre o tema. Desse modo, seria possível diminuir a transmissão de ideias incoerentes com a realidade.