Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 23/10/2019
“Se eles não têm pão, que comam brioches”. Essa sentença atribuída injustamente à última rainha da França, Maria Antonieta, rendeu sua morte pela guilhotina em 1793. Passados dois séculos, ainda é notória a persistente influência nefasta das “fake news” no percurso da história. Nesse sentido, nota-se a grande e a rápida propagação dessas notícias, sobretudo com o advento da globalização, defluente da desinformação generalizada, o que provoca seríssimos danos sociais.
Em primeira análise, é necessário destacar a celeridade da difusão de notícias falsas com o intuito de arrebatar as massas. Durante o Estado Novo, o Departamento de Imprensa e Propaganda manipulou a sociedade brasileira, de modo a amenizar crises e a alavancar a figura do Vargas. Similarmente, na comunidade hodierna, pessoas mal intencionadas, utilizando-se dos sofisticados recursos tecnológicos para a adulteração de conteúdos, lançam na rede “fake news” — normalmente com fins políticos. Destarte, essas são compartilhadas por indivíduos feitos de títeres, como uma corrente difusora.
Com efeito, prejuízos irreparáveis podem ser desencadeados. A título de ilustração, a Guerra dos Seis Dias, em 1967, foi deflagrada por um maléfico relatório russo entregue para o presidente egípcio, Nasser, que continha um aviso errôneo sobre uma suposta concentração de tropas israelenses. Essa atitude deplorável de falsificar informações, bem como de divulgá-las, naturalizou-se nas sociedades. Isso é ratificado pelo termo “banalidade do mal” — cunhado pela filósofa Hannah Arendt — isto é, um mal corriqueiro e aceito.
Impende, portanto, que a disseminação de notícias mentirosas lesa o bem-estar social e deve ser remediada. Com isso, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos promover a educação digital dos cidadãos. E deve agir por meio das redes sociais — com a publicação de etapas e de vídeos apelativos que ensinem como identificar e denunciar as “fake news”, assim como demonstrar os males dessa prática tenebrosa. Essa iniciativa tem o fito de mitigar possíveis estragos sociais. Assim, as greis atuais evitarão “guilhotinar” inocentes.