Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 16/09/2019

Durante a Era Vargas, o “Plano Cohen” foi uma estratégia de viés político que disseminou uma suposta implantação do socialismo no Brasil. Visto isso, é possível mencionar que Getúlio Vargas utilizou Fake News com o propósito de implantar a ditadura varguista intitulada de “Estado Novo”, marcada pela perda de direitos civis e do extremo autoritarismo. Entretanto, na hodiernidade, com a difusão da internet e da tecnologia, as Fake News demonstram um problema social devido à falta de uma educação digital e a necessidade de criminalizá-la. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover medidas para equacionar a problemática.

A priori, é imperioso destacar o protagonismo do capitalismo no impasse. Isso porque existem empresas que lucram com a propagação das Fake News no Brasil, visto que controlam informações e atuam na manipulação dos indivíduos com o intuito de obter lucro e vantagens mercadológicas. De fato, tais atitudes se relacionam com as ideias dos filósofos Adorno e Horkheimer da Escola de Frankfurt, segundo eles o sistema capitalista implanta a ideia de consumo ligada à pseudo-felicidade. Dessa forma, a parcela da população que possui uma lacuna na educação digital torna-se o maior alvo das Fake News, a qual fere o direito ao acesso à informação e possui uma caráter inconstitucional e antiético.

Nesse contexto, é imperativo pontuar que o problema deriva ainda de uma falha legislativa e de ações da sociedade como um corpo social. Sob tal ótica, de acordo com pesquisas corroboradas pela USP (Universidade de São Paulo), cerca de 12 milhões de pessoas divulgam Fake News, especificamente sobre ideologias políticas. Por conseguinte, o demasiado compartilhamento de ideias ilegítimas agrava a desinformação coletiva e a alienação da população. Assim, valendo-se das ideias do Ministro da Propaganda Nazista “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

Destarte, para que os perigos das Fake News sejam amenizados no contexto atual. O Ministério da Educação e Cultura (MEC) deve financiar campanhas publicitárias, por meio de verbas governamentais e investimentos, a fim de divulgar manuais para a identificação das Fake News de modo que o déficit na educação digital diminua. Outrossim, é vital que o Poder Legislativo criminalize e aplique penalidades as empresas que disseminam notícias falsas no campo fértil da internet através de multas. Somente assim, será possível mudar o quadro atual da pós-verdade e usufruir da democracia para que o passado político da Era Vargas não se repita na contemporaneidade.