Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 19/09/2019

A internet foi criada na Guerra fria com o fim estratégico de manter as comunicações nas bases norte-americanas. Anos mais tarde, nas décadas de 70 e 80, além de ser utilizada para fins militares, também foi um importante meio de comunicação acadêmica. A partir dos anos de 2006 com a nova era da internet, surgiu a rede social que no presente é uma grande protagonista. Agregada as mudanças e avanços, a internet também originou problemas, destacando um dos principais: a propagação de notícias falsas. Uma vez que, nem tudo que circula nesses veículos é legítimo, ocasionando transtornos afetando a cobertura profissional da imprensa.

Destaca-se em primeiro plano, a tecnologia mais acessível, e a praticidade de ter o mundo na palma das mãos, a propagação dessas notícias é ainda mais veloz, já que, as mídias sociais transmitem informações que muitas vezes são usadas como formadoras de opinião. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro. A relevância dessas notícias aumentam em uma realidade política de pós-verdade, isto é, a emoção e crenças pessoais afetam mais a opinião pública do que as causas objetivas.

Acresce-se a isso, quando não patrocinadas por interesses políticos, essas notícias são financiadas por “indústrias de cliques”, criadas pelas plataformas de publicidade digital. Tais notícias são usualmente alarmantes e de títulos chamativos a fim de fisgar a atenção do usuário. Logo, a criticidade do indivíduo é posta em xeque, uma vez que reforçam algum ideal ajudando a tonificar crenças. Sendo assim, são amplamente divulgadas, compartilhadas e comentadas antes mesmo que o internauta certifique suas verdadeiras fontes, dificultando o papel da imprensa de distinguir o boato do real. Tristemente, esse comportamento nocivo ganha maiores proporções e continua a ser reproduzido  de forma frequente na sociedade.

Diante do exposto, faz-se imprescindível para que o combate as Fake News seja de forma abrangente. É mister a criação de ações que auxiliem a população a identificar os boatos, uma vez que os mesmos só ganham visibilidade mediante compartilhamentos. A sociedade deve colaborar capacitando os cidadãos, por meio de oficinas e cursos gratuitos, para que, desse modo, filtre os conteúdos da web. A cargo da escola, com auxílio de profissionais da comunicação desenvolverem projetos a fim de aguçar o senso crítico dos alunos, para que a criticidade dos indivíduos seja completa. Ademais, as mídias sociais auxiliarem os usuários quanto ao compartilhamento de boatos, denunciando notícias falsas como spam e punindo os autores por intermédio de bloqueios de suas respectivas contas, para assim suster o fluxo de notícias falsas,  objetivando o bem-estar social como um todo.